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Economista não espera uma segunda Grande Depressão

Paul Krugman pede um segundo pacote de estímulo económico

10.08.2009 - 09:48 Por Paulo Miguel Madeira

<p>Paul Krugman receia uma estagnação prolongada</p>

Paul Krugman receia uma estagnação prolongada

 (Zainal Abd Halim/Reuters)
A economia mundial necessita de um segundo pacote de estímulos para evitar ter o mesmo destino do Japão nos anos 1990, ficando presa num crescimento lento durante um período prolongado, disse hoje o economista Paul Krugman à cadeia de televisão CNBC.

“Devíamos ter de facto um segundo estímulo, devíamos ter mais medidas”, disse Krugman, laureado com um Nobel no ano passado, que afastou receios de que a inflação dispare devido à injecção de demasiado dinheiro na economia.

“A boa notícia é que parece que não vamos ter uma segunda Grande Depressão. Durante alguns meses parecia”, disse Krugman, notando que agora os indicadores apontam para que a quebra tenha parado – é o caso da diminuição do ritmo de destruição de postos de trabalho nos EUA e da estabilização na indústria e serviços um pouco por todo o mundo.

“De momento penso que a economia global parece um pouco como o Japão na década de 1990. Não é uma catástrofe, mas não sabemos como é que voltamos a um crescimento robusto”, acrescentou o economista, professor na Universidade de Princeton e proeminente colunista de “The New York Times” desde o ano 2000.

Mas acrescentou que de facto a quebra económica global “foi muito pior do que o que se passou no Japão durante a década perdida” do final do século passado.

Para Paul Krugman, é agora difícil indicar quais serão as fontes do crescimento económico no futuro, pois a crise financeira deixou o mundo com excesso de capacidade e com a possibilidade de desemprego elevado por todo o lado.

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