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PSI20

Crise financeira

PCP acusa Governo e PSD de quererem dar "novos golpes" no IVA e nos salários

10.05.2010 - 15:40 Por Lusa

<p>Jerónimo de Sousa defende a "promoção do crescimento e do emprego"</p>

Jerónimo de Sousa defende a "promoção do crescimento e do emprego"

 (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusa o Governo socialista e o PSD de concertarem, em privado, políticas que visam cortar no investimento público e de quererem mexer no Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e nos salários.

"No momento em que se impunha dar prioridade às políticas de promoção do crescimento e do emprego (…) ei-los, em privado, o Governo socialista e o PSD [o maior partido da oposição], a acertarem os passos para dar novos golpes no investimento público, no imposto mais cego, o IVA, e nos salários", disse dirigente do partido comunista num debate sobre a Estratégia UE 2020, em Lisboa.

O ministro das Finanças admitiu hoje de madrugada, em Bruxelas, a possibilidade de aumentar os impostos se a medida for necessária para assegurar a consolidação orçamental e a confiança em Portugal nos mercados financeiros. Teixeira dos Santos anunciou, no final de um conselho extraordinário dos responsáveis pelas finanças dos 27, um reforço das medidas de consolidação orçamental que permita uma redução de 1,5 pontos percentuais do défice previsto para 2011.

Já o “Diário Económico” escreve hoje que o Governo estuda mesmo a hipótese de aumentar o IVA, bem como introduzir um novo imposto sobre os salários. "Para além da antecipação de várias das medidas de austeridade previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) já para 2010, o Governo está a avaliar a introdução de uma tributação autónoma sobre os salários (por exemplo, a criação de um imposto especial retendo parte do 14.º mês)", avança o diário português.

Também o aumento do IVA, em um ou dois pontos percentuais, permitiria arrecadar cerca de 300 milhões de euros ainda este ano, segundo o jornal. A estas medidas juntar-se-iam de "todas as grandes obras públicas" que ainda não estão adjudicadas", para que Portugal possa reduzir o défice orçamental de 9,4 por cento para 7,3 por cento em 2010.

Jerónimo de Sousa, embora tenha dito que não quer falar especificamente sobre as notícias que circulam na comunicação social, procurou no discurso que fez no debate internacional sobre a Estratégia UE 2020, dizer que "a ditadura do défice das contas públicas e a sua redução a mata cavalos", está de novo a regressar.

O PCP sustenta que a posição deste Governo em matéria de política económica "põe de lado" o objectivo estratégico do crescimento económico e do emprego.

Este tipo de políticas secundariza a resposta àquilo que "é central", o défice externo global, público e privado, a necessidade de crescer, de criar riqueza e de desenvolver o aparelho produtivo e a produção nacional, diz o PCP.

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Carreguem

É bom que eles aumentem tudo e muito, quando se passar fome, muita fome na capital as coisas ...

Nordestino

10.05.2010 22:47