O PCP contestou nesta sexta-feira “veementemente” a dupla penalização dos madeirenses, recusando a existência de um programa de ajustamento específico para a Madeira.
“O que acabámos de ouvir do ministro das Finanças comporta uma grave ameaça ao povo da região autónoma da Madeira, ao prever um programa específico mais prolongado para a região autónoma da Madeira”, afirmou o deputado do PCP António Filipe, em declarações aos jornalistas no Parlamento numa reacção à auditoria às conta da Madeira divulgada esta tarde.
Segundo adiantou em conferência de imprensa o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, a Região Autónoma da Madeira tem uma dívida de 6.328 milhões de euros.
Ainda de acordo com Vítor Gaspar, a dívida da Madeira vale “123 por cento do PIB da região e corresponde a 600 por cento da receita efectiva em 2010 e 927 por cento das receitas fiscais”, sendo que “cerca de 47 por cento da dívida é responsabilidade do setor empresarial regional”.
Considerando que “os madeirenses vão ser duplamente prejudicados”, António Filipe declarou que “o PCP contesta veementemente” esta dupla penalização “pela governação do Governo PSD a nível nacional e dos desvarios do Governo regional também do PSD”.
“Já foram prejudicados ao longo destes anos por uma má governação que é responsável pelo agravamento das desigualdades sociais, pelos graves problemas sociais existentes na região autónoma da Madeira, vão ser agora na sequência desse programa a ser negociado entre o Governo da República e o Governo que sair das eleições do dia 9 de Outubro”, salientou.



