PCP e BE criticam ofensiva do Governo e PSD 
29.04.2010 - 08:16 Por Sofia Rodrigues, Maria José Oliveira
A apresentação de propostas para debelar a crise financeira é o principal motivo do debate de actualidade que acontece esta tarde na Assembleia da República, solicitado pelo CDS e pelo Bloco de Esquerda (BE). Mas será inevitável a união dos centristas, bloquistas e comunistas nas críticas à nova cooperação entre o Governo e o PSD, que permitirá antecipar medidas do Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC).
As primeiras reacções ao acordo aconteceram ainda ontem, com o BE a classificá-lo como uma "ofensiva violentíssima contra os desempregados" e o PCP a notar que o PS e o PSD se preparam para participar numa "operação de carácter especulativo dirigida pelos centros de decisão do grande capital". Francisco Louçã, líder bloquista, rejeitou qualquer corte no subsídio de desemprego ou nas prestações sociais e contrapôs com as ideias de a banca pagar um mínimo de 25 por cento de IRC - um plano que permitiria "recuperar 600 milhões de euros" - e de uma tributação de 25 por cento aos montantes colocados em offshores.
O CDS, por outro lado, optou por antecipar uma reacção ao encontro entre José Sócrates e Pedro Passos Coelho: Paulo Portas realizou uma conferência de imprensa precisamente no momento em que começava a reunião entre os líderes do PS e do PSD e alertou o Governo para "congelar" o projecto do TGV e para avançar com rescisões por mútuo acordo na Administração Pública. Portas adiantou também que irá propor uma auditoria global ao Rendimento Social de Inserção e apresentar acções para combater a "fraude" no subsídio de desemprego.


