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Assembleia-geral do SPAC

Pilotos da TAP não avançam com greve para já

06.03.2012 - 20:40 Por Raquel Almeida Correia

<p>Pilotos argumentam ter direito a uma fatia da TAP no processo de privatização</p>

Pilotos argumentam ter direito a uma fatia da TAP no processo de privatização

 (Foto: Carlos Lopes/Arquivo)
Os associados do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) decidiram mandatar a direcção para tomar medidas mais drásticas caso as exigências não sejam cumpridas.

Num comunicado enviado às redacções, o sindicato refere que “os pilotos (…) decidiram mandatar a direcção para empreender as iniciativas que considerar necessárias, incluindo o recurso à greve, se o processo de privatização [da TAP] avançar sem o seu envolvimento e se as medidas de redução salarial forem agravadas”.

A assembleia-geral, que começou por volta das 16h e se prolongou até às 20h, terminou ainda com a decisão, por parte dos pilotos, de “não voar em folgas e férias” e de “cumprir escrupulosamente o Acordo de Empresa”.

No comunicado, o SPAC acrescenta que estas decisões são tomadas “no pressuposto de que os pilotos não se demitem de contribuir com a sua quota-parte para que o país ultrapasse a situação económica actual, mas não aceitam a solução adoptada pelo Governo para a TAP”. Isto porque, dizem, “o resultado das reduções salariais fica ao dispor da actual administração, cujos maus resultados continuam sem qualquer escrutínio por parte do accionista Estado”.

Os pilotos contestam, por um lado, os cortes salariais e de subsídios a que estão sujeitos. A TAP, à semelhança da função pública e das restantes empresas do Estado, foi obrigada a manter uma redução entre 5 e 10% nos salários dos trabalhadores e a proceder à eliminação dos subsídios dos funcionários que aufiram mais de 600 euros brutos mensais.

No ano passado, a transportadora aérea teve luz verde da tutela para proceder a uma adaptação destas medidas, tendo cortado já nos subsídios, em vez de diminuir os vencimentos. Este ano, enquanto aguarda pela posição definitiva do Governo, adoptou um emagrecimento de salários entre 1,75 e 5% (metade do imposto), mas já informou que irá cumprir as regras inerentes aos 13.º e 14.º meses.

No que diz respeito ao processo de privatização, o SPAC argumenta que os pilotos têm direito a uma fatia do grupo, que poderá chegar aos 20%. Isto porque assinaram, em 1999, um acordo que lhes conferia esse privilégio, tendo para isso abdicado dos ganhos de produtividade e de aumentos que lhes eram devidos.

Em Dezembro, as garantias dadas pelo Governo de que as suas exigências seriam cumpridas terá levado a que o sindicato desconvocasse as greves previstas para esse mês e para Janeiro. No entanto, o conflito mantém-se e, por isso, o cenário de paralisação voltou a estar hoje em cima da mesa. No entanto, não foi ainda decidido se avançarão com os protestos.

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Danados para falir

Estes privilegiados estão danados para levar a TAP á falência!Bem, falida já ela está!Agora só ...

Carlos Santos

06.03.2012 23:40