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Ex-Aerosoles

Plano de reestruturação da Investvar já tem aval

19.03.2010 - 07:38 Por Maria José Santana

Os credores da Investvar (ex-Aerosoles) deram ontem o seu aval à apresentação do plano de insolvência da sociedade DCB, subsidiária daquele grupo de calçado.

Em análise, no Tribunal de Comércio do Baixo Vouga, esteve também o futuro da ex-Aeroshoes - que terá ainda de aguardar pela votação de um dos maiores credores, o BES - e da holding Investvar Industrial, que avança para liquidação. Da parte da administração, surgiu a confirmação de que a aposta passa por viabilizar o grupo, ainda que com uma redução dos postos de trabalho.

Relativamente às subsidiárias DCB e ex-Aeroshoes, ainda terá que passar mais algum tempo para que se conheça o seu futuro concreto, na certeza de que estas "verticalidades jurídicas" não colocarão em causa o "projecto de reestruturação que está a ser implementado". Quem o garantiu foi Jorge Pereira da Costa, presidente do conselho de administração do grupo Investvar, nas declarações prestadas aos jornalistas no final das assembleias de credores ontem realizadas em Aveiro.

Apesar de reconhecer existirem condicionantes à apresentação dos planos em tempo útil, nomeadamente devido aos recursos interpostos pela americana Aerogroup - detentora da marca Aerosoles que foi até há pouco tempo usada no calçado da Investvar -, Pereira da Costa fez questão de asseverar que essas questões processuais "em nada afectarão os destinos que estão a ser traçados para a reestruturação do grupo Investvar".

O gestor recusou comentar o embargo apresentado pelo Aerogroup, cuja marca Aerosoles o grupo representou ao longo de quase duas décadas, mas com o qual rompeu em Fevereiro.

O administrador escusou-se também a adiantar quaisquer pormenores sobre o plano de viabilização que está a ser preparado, remetendo essa apresentação para mais tarde. Para já, Pereira da Costa deixa a garantia de que será possível ultrapassar as questões jurídicas que vierem a ser colocadas neste processo, uma vez que serão encontradas "outras soluções jurídicas".

Já no que diz respeito à manutenção dos 585 postos de trabalho que o grupo detém actualmente, Jorge Pereira da Costa admite que cerca de 50 por cento dos trabalhadores da Investvar irão ser dispensados. "Vai haver um reajustamento, pois a situação económica e financeira da empresa não permite a manutenção do universo de postos de trabalho", afirmou o administrador.

A empresa de calçado apresenta, neste momento, dívidas num valor superior aos 60 milhões de euros e tem como principais credores cinco bancos e o Estado.

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