Presidente do Banco Mundial estima que Portugal não irá precisar de novo resgate 
25.02.2012 - 11:37 Por Agências
Robert Zoellick diz que ajuda a Grécia apenas vai apenas "comprar algum tempo"
(Nir Elias/Reuters)O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, estimou hoje que Portugal, Itália e Espanha não irão precisar de um resgate financeiro para aliviar os seus défices.
Zoellick - que foi entrevistado esta madrugada em Singapura - sublinhou, porém, que as reformas necessárias para o levantamento destas economias irão precisar do apoio crítico da Alemanha e de outras nações europeias.
Sobre a Grécia, Zoellick disse que o último resgate grego irá apenas “comprar algum tempo” a Atenas, não afastando o cenário de nova ajuda financeira.
“É demasiado cedo para dizer [se a Grécia conseguirá dar a volta]; depende parcialmente das acções que os gregos terão de tomar”, disse, citado pela Reuters.
“Eu acho que a União Europeia lidou com a Grécia como um elemento, mas as peças centrais consistem no sucesso de outros países grandes, como Itália e Espanha”, disse Zoellick, acrescentando que considera não serem necessários resgates para estes dois países, nem para Portugal.
“A situação de cada país é diferente e há realmente três problemas interligados. Para alguns é o tamanho da dívida soberana, para outros é o efeito [da crise] no sector bancário e para outros é a sua competitividade (...) e acho que a Itália precisa de levar a cabo reformas... Não apenas reformas que lidam com as questões fiscais, mas também reformas que permitem a criação de competitividade para o futuro”, indicou o presidente do Banco Mundial.
“Por isso acho que os resgates não são necessários, mas acho que tudo isto é mais difícil de cumprir quando há uma recessão na Europa”, o que torna fundamental a cooperação dos restantes países europeus, estimou o responsável, citado pela Reuters.
“Aquilo que eu tentei sugerir - dadas as políticas de reforma em alguns dos países mediterrânicos - é que seria importante que a Alemanha e outros países europeus que estão a liderar este processo possam mostrar algumas perspectivas se as reformas forem levadas a cabo e a forma como esses países poderão ser apoiados pelas outras nações europeias”, indicou ainda o presidente do Banco Mundial.


