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Diferencial nacional face à Alemanha subiu para dois por cento

Pressão sobre a Grécia faz subir juros das obrigações portuguesas

26.04.2010 - 12:52 Por Paulo Miguel Madeira

 (John Kolesidis / Reuters / arquivo)
As taxas de juro das obrigações portuguesas a dez anos ultrapassaram hoje de manhã o limiar dos cinco por cento, com a margem (spread) face à dívida alemã a saltar para 200 pontos-base (2,0 por cento).

Os juros das obrigações portuguesas a dez anos estavam no máximo desde Julho de 2002, num dia em que aparentemente estavam a ser arrastados, tal como os das obrigações espanholas, pela tendência de subida dos juros da dívida grega, apesar das opiniões conhecidas hoje na imprensa sobre a maior solidez da situação nacional face à da Grécia.

As taxas de juro para as obrigações a dez anos da dívida pública portuguesa subiram para 5,141 por cento hoje de manhã, face a 4,958 por cento na sexta-feira. As taxas a dois anos estavam nos 3,595 por cento, face a 2,937 por cento na sexta-feira.

Os custos de segurar as obrigações da dívida nacional contra um eventual incumprimento também estavam a subir.

As taxas das obrigações gregas a dez anos atingiram hoje um novo recorde, ultrapassando o limiar dos nove por cento, e alcançando o nível mais elevado desde o lançamento do euro, em 2001. Alcançaram os 9,385 por cento, face a 8,68 por cento na noite de sexta-feira.

Esta situação, e o arrastamento que provoca sobre as taxas portuguesas e gregas, estava a ser associada nos mercados a novas incertezas sobre o pacote de ajuda financeira internacional à Grécia, depois de se saber que a Alemanha exige medidas de austeridade adicionais para desbloquear as quantias pré-acordadas.

O ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, disse hoje que a Alemanha não vai dar o seu aval ao programa de apoio à Grécia sem que Atenas apresente primeiro um programa credível de consolidação das suas contas públicas. “Fazer promessas de apoio concreto demasiado cedo só terá efeito em retirar a pressão sobre a Grécia”, disse o governante citado pela Lusa.

Por seu lado, a Comissão Europeia afirmou que não está em condições de dizer quando deverão terminar as negociações sobre a concretização da ajuda financeira conjunta dos países da zona euro e do FMI à Grécia.

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