José Sócrates falava no Parlamento
(Nacho Doce/Reuters/arquivo)Manter o rumo, as grandes obras públicas e o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). O primeiro-ministro, José Sócrates, considera que essa é a atitude certa do Governo perante o “ataque especulativo” de que Portugal foi alvo esta semana. E é isso que está a defender esta manhã perante a oposição que o contraria, no debate quinzenal na Assembleia da República.
Dois dias depois do encontro pacificador entre o presidente do PSD e de José Sócrates, o líder parlamentar do PSD confrontou o primeiro-ministro com a “desorientação do Governo” na véspera.
“O que sucedeu foi lamentável: ao início da tarde o ministro das Finanças disse que as obras públicas deveriam ser reavaliadas, e horas depois o ministro das Obras Púbicas disse que todas se iriam manter, à excepção de um troço da auto-estrada do Centro”, afirmou Miguel Macedo.
Sócrates respondeu defendendo que “aquilo que dá confiança é sermos fiéis ao nosso plano, juntamente com os sinais de estabilidade política” como os que foram dados no encontro com Passos Coelho.
E devolveu a acusação de “desorientação” a Miguel Macedo, a quem citou o livro do líder do seu partido nas passagens em que Passos Coelho defende o avanço do novo aeroporto de Lisboa e do TGV. Macedo não se ficou: “Pode citar tudo, mas neste momento as grandes obras públicas devem ser adiadas, porque o país não tem dinheiro e o dinheiro está mais caro”.



