PSI20
X

Mais em Economia (10 de 26 artigos)

Durão Barroso considera que se a situação se mantiver a estabilidade da zona euro fica ameaçada Pressão para ajuda à Grécia aumenta na UE e deixa Alemanha mais isolada

Visita ao Magrebe

Primeiro-ministro mostra na Argélia experiência portuguesa nas energias renováveis

22.03.2010 - 09:59 Por Lusa

<p>Sócrates fica apenas seis horas na Argélia</p>

Sócrates fica apenas seis horas na Argélia

 (Daniel Rocha)
O primeiro-ministro José Sócrates cumpre hoje o segundo dia de viagem ao Magrebe, em que tentará convencer o segundo maior fornecedor português de gás natural a interessar-se pelas energias renováveis.

De viagem em direcção à Tunísia, o dia de Sócrates tem prevista uma paragem de seis horas na Argélia, de onde chega cerca de 40 por cento do gás natural que entra em Portugal.

“Espero discutir com o Governo argelino as grandes oportunidades que as empresas portuguesas têm, nomeadamente nas energias renováveis. A Argélia é um bom exemplo de um dos países do Magrebe para onde as nossas exportações mais aumentaram nos últimos anos. É um mercado com grandes potencialidades”, disse José Sócrates, em declarações na Líbia, após um encontro com o líder líbio, Mouammar Kadhafi.

“Nós importamos gás da Argélia e por isso a nossa proximidade com este país tem de se manter. Não apenas por razões políticas, por razões geo-estratégicas, mas também por razões comerciais”, acrescentou o primeiro ministro.

Na Líbia, Sócrates afirmou que a suspensão líbia da atribuição de vistos aos cidadãos do espaço Schengen, a que Portugal pertence, prejudica as relações comerciais entre os dois países, esperando que o tema fique hoje resolvido numa reunião na Comissão Europeia.

Da Argélia, em 2009, Portugal importou 274,9 milhões de euros e exportou 197,4 milhões, com o gás a representar cerca de 97 por cento do total das compras portuguesas.

O objectivo das empresas e do Governo português é ganhar o maior número possível de contratos na Argélia ao abrigo do Plano Quinquenal de Apoio ao Crescimento Económico do país, em vigor entre 2010 e 2014.

Nesse plano, o Estado argelino planeia gastar milhões de euros de investimento público, entre outros, na construção de habitações e no reforço de infra-estruturas energéticas, bem como no reforço da rede de água potável.

Na actualidade, a presença portuguesa no mercado argelino faz-se sobretudo através de empresas energéticas, como a EDP e a Partex, que têm parcerias com a petrolífera estatal Sonatrach, mas também com empresas de construção civil como a Coba, a Teixeira Duarte ou a Zagope.

O Metropolitano de Lisboa, com 50 por cento no consórcio Ensitrans, está também no sector da construção no país, bem como as construtoras Abrantina, Irmãos Cavaco e Lena.

Com as empresas de construção portuguesas já conhecidas no mercado argelino, a ida de Sócrates ao país aposta sobretudo nas energias renováveis.

O único acto público do primeiro-ministro é mesmo uma intervenção num Seminário sobre Energias Renováveis, em que estará presente o primeiro-ministro argelino Ahmed Ouyahia e onde Sócrates apresenta a experiência - e as tecnologias - portuguesas.

Na Argélia, Sócrates encontra-se ainda com o Presidente da República, Abdelaziz Bouteflika, antes de partir para a Tunísia, onde decorre na terça-feira o último e mais importante passo desta deslocação de três dias do primeiro-ministro ao Magrebe, a cimeira Luso-Tunisina.

  • 30 leitores
  • 9 comentários

Video

URL desta Notícia

http://publico.pt/1428755

Comentário + votado

Deplorável, enfim..

Ao ler a sumidade dos comentários neste forum, ocorre-me o quão medíocre se verifica ...

Hélio Veríssimo Cleto

22.03.2010 20:14