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Privatização

Prioridade da State Grid será ajudar a refinanciar a REN e não pretende ser dominante

23.02.2012 - 13:30 Por Inês Sequeira

<p>O contrato promessa de compra de 25% da REN foi ontem assinado por Liu Zhenya, presidente da State Grid</p>

O contrato promessa de compra de 25% da REN foi ontem assinado por Liu Zhenya, presidente da State Grid

 (Hugo Correia/Reuters)
Uma das primeiras tarefas da State Grid, enquanto novo accionista maioritário, vai ser dar meios à REN para resolver a questão da dívida, mas a empresa mantém-se "confortável" com 25%.

Tanto a REN como o Governo português mostraram “muitas vezes preocupação com a dívida e necessidades de refinanciamento”, mas para a State Grid “esse não será um problema porque investimos cerca de 35 mil milhões de euros por ano”, afirmaram hoje representantes da empresa chinesa, num encontro com jornalistas.

Em causa está já um compromisso firme para uma linha de crédito de 1000 milhões de euros do China Development Bank, que começa esta semana a ser negociada, tinha já indicado ontem o presidente executivo da REN, Rui Cartaxo. Além deste montante, a State Grid poderá trazer “mais bancos internacionais, asiáticos e europeus”, para fazerem propostas de financiamento, indicaram estes responsáveis, que fazem parte da direcção e pediram para não ser identificados.

Outro objectivo do novo accionista, que deverá adquirir 25% do capital da empresa e ontem assinou o contrato promessa de compra e venda, será identificar oportunidades de investimento conjunto em Angola, Moçambique e no Brasil.

Os responsáveis da State Grid asseguraram também que têm um compromisso com o Governo português para manter a companhia no mercado bolsista e para não se tornarem dominantes, acrescentando que se sentem "confortáveis" com a actual posição. Por outro lado, a empresa chinesa assume-se como “parceiro estratégico” da REN, mas não pretende interferir na gestão diária.

Além da State Grid, também a Oman Oil Company se vai tornar num dos maiores accionistas da REN, com a compra de 15% do capital da companhia.

Luís Palha e Rui Vilar não executivos”

Entretanto, ontem à noite foram divulgados ao mercado os nomes dos novos administradores da REN para o mandato até 2014, que irão a votos em assembleia geral extraordinária no dia 27 de Março.

O novo administrador executivo da REN para a área financeira, Gonçalo Morais Santos, vem da administração da Zon e está há muitos anos ligado à área de telecomunicações. Junta-se a Rui Cartaxo e João Conceição, que já fazem parte da actual comissão executiva.

Dois dos novos administradores não executivos serão Luís Palha, ex-administrador financeiro do grupo Jerónimo Martins, e Rui Vilar, presidente da Fundação Gulbenkian em final de mandato. A estes juntam-se outros três não executivos chineses, em representação da State Grid, e também um representante da Oman Oil Company.

Outra proposta que irá ser votada no encontro de accionistas diz respeito a uma alteração nos estatutos, que passam a proibir a eleição de representantes de empresas concorrentes no sector da energia para os órgãos sociais da REN, com excepção da State Grid, para a qual foi desenhada uma regra à medida.

Notícia actualizada às 14h20 Acrescentou-se a informação relativa aos novos membros dos órgãos sociais para o mandato 2012-2014 e às alterações nos estatutos

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Comentário + votado

Alguém vai pagar!!!

Todos estes investimentos e o pagamento da dívida, etc, vamos ser nós portugueses que vamos pagar. ...

Joao Pedro

23.02.2012 14:10