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Alienação “necessária, mas tardia”

Privatização da TAP deve proteger os interesses do turismo, defendem agentes de viagens

16.05.2011 - 11:35 Por PÚBLICO

<p>Alienação da TAP deve ter em conta rotas estratégicas para o turismo, defende APAVT</p>

Alienação da TAP deve ter em conta rotas estratégicas para o turismo, defende APAVT

 (Nelson Garrido/Público)
A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) defendeu, hoje, que a privatização da TAP é necessária, mas peca por tardia.

Num comunicado, os agentes de viagens sustentam que só a privatização permite a recapitalização da companhia área, mas alertam que o processo de alienação deve ser pensado de forma a “proteger os interesses” do sector do turismo, “estratégico para a retoma e desenvolvimento da economia portuguesa”.

“Os superiores interesses da Nação não passam apenas pelos ganhos de curto prazo decorrentes do encaixe realizado com esta alienação, mas contemplam também o impacto a médio-longo prazo da sua concretização”, lê-se no documento da APAVT. A privatização da TAP deve garantir a manutenção de rotas estratégicas para o turismo, para travar “o agravamento da situação periférica de Portugal no contexto europeu”, defende.

O prejuízo da companhia aérea disparou de 3,5 para 52,9 milhões de euros em 2010, devido aos impactos de duas operações deficitárias: a empresa de handling Groundforce e o negócio de manutenção de aviões no Brasil. De acordo com o relatório e contas da Parpública, estas duas actividades foram responsáveis, respectivamente, por perdas de 43,5 e 71,8 milhões em 2010, o que anulou os bons resultados da área de aviação (lucros de 62,3 milhões de euros).

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