Provedor das agências de viagens pede uma “supervisão mais séria” do Turismo de Portugal 
06.07.2010 - 16:09 Por Raquel Almeida Correia
Caução da Marsans para indemnizar clientes é apenas de 25.000 euros, porque o instituto público acreditou numa declaração de vendas da empresa, como noticiou hoje o PÚBLICO.
O provedor dos clientes da APAVT (Associação Portuguesa de Agências de Viagens e Turismo), Vera Jardim, pediu hoje uma “supervisão mais séria” por parte do Turismo de Portugal, no que se refere às garantias dadas pelas empresas para precaver situações que lesem os clientes.
Estas declarações surgem depois de o PÚBLICO ter noticiado hoje que a Marsans tem uma caução de apenas 25 mil euros. Montante insuficiente para pagar aos clientes, em caso de incumprimento, e inferior ao previsto por lei.
A caução é fiscalizada pelo Turismo de Portugal e deveria equivaler a cinco por cento das vendas com viagens organizadas. Os 25 mil euros corresponderiam a vendas de 500 mil euros, quando a Marsasn gerou receitas acima de 38 milhões de euros em Portugal.
De acordo com fontes do mercado, as receitas com viagens organizadas devem rondar os dez milhões de euros, o que significa que a caução deveria ser de 250 mil euros, o máximo previsto por lei.
Vera Jardim disse que o sistema de supervisão das cauções “tem de ser melhorado e executado como deve ser”. O Turismo de Portugal explicou ontem ao PÚBLICO que a Marsans entregou uma declaração alegando que não tinha realizado vendas com viagens organizadas em 2009, e o organismo acreditou.
“Haveria meios para saber que esta caução não era a adequada”, rematou o provedor.


