O secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, afirmou hoje que os sociais-democratas não teriam utilizado a golden share do Estado na PT para impedir a venda da participação daquela empresa na brasileira Vivo aos espanhóis da Telefónica.
“Nós não teríamos utilizados a ‘golden share’”, afirmou Miguel Relvas, em conferência de imprensa, na sede do PSD, em Lisboa.
O representante da posição estatal na PT na assembleia geral de accionistas da empresa votou contra a venda da Vivo à espanhola Telefónica utilizando a ‘golden share’, tendo o primeiro ministro, José Sócrates, afirmado que “a ‘golden share’ serve para ser utilizada quando é necessário”.
“Entendemos que não devem existir ‘golden share’. O Estado não deve ter nas participações nas empresas poderes especiais”, argumentou Miguel Relvas.
Segundo o secretário geral do PSD, “o negócio não era um bom negócio para a PT, mas cabe respeitar a decisão dos accionistas”.
Para o PSD, “o sinal que o Estado devia dar era o da votação da Caixa Geral de Depósitos”, empresa detida pelo Estado, que votou contra.
“É importante a partir daqui saber tirar as ilações e as dificuldades com que a PT vai ter que conviver e ter uma perspetiva de uma estratégia de afirmação da sua internacionalização”, sustentou.
Miguel Relvas sublinhou que a União Europeia já assumiu posição em relação “à livre circulação de capitais”.
“Portugal precisa de grupos fortes, de grupos que marquem a nossa presença no Mundo, isso significa que o mundo tem que olhar para a economia portuguesa como uma economia que joga com as mesmas regras e que tem as mesmas regras com que jogam as outras economias onde estamos inseridos”, defendeu, dando como exemplos de “navios almirantes” da economia nacional a PT, a Galp e a Sonae.
Miguel Relvas insistiu que “não é bom para as empresas, não é bom para a economia portuguesa, nem é bom para a possibilidade de cativar investimento estrangeiro esta ideia de que existe um accionista com medidas e com poderes especiais”.



