O serviço estará disponível no início de 2011
(Foto: Rick Wilking/Reuters)A Microsoft e a PT estabeleceram uma parceria para vender a pequenas e médias empresas (PME) portuguesas o Office 365, um pacote de aplicações e serviços distribuído através da Internet e que é pago consoante o número de utilizadores.
O serviço estará disponível no início de 2011, tornando Portugal no primeiro país a ter acesso ao Office 365. Até aqui, a Microsoft tinha apenas levado a cabo projectos-piloto noutros países.
O Microsoft Office 365 integra soluções de e-mail, aplicações de produtividade (para criação de folhas de cálculo, documentos de texto e apresentações), ferramentas de colaboração (como aplicações de videoconferência) e ainda ferramentas para a criação de sites.
Estes serviços são distribuídos através da Internet e, no caso português, alojados em servidores da PT, em vez de estarem alojados em servidores da própria empresa que os utiliza.
A compra dos serviços do Office 365 é feita através de um pagamento mensal e consoante o número de utilizadores. O objectivo é que as PME tenham mais flexibilidade nos custos com tecnologias de informação do que com as soluções convencionais, que implicam investimento inicial, explicou o presidente da PT, Zeinal Bava, numa apresentação para jornalistas que reuniu executivos de ambas as empresas.
Para além de ser a responsável pelo software, a Microsoft fica também a cargo da segurança dos dados ao longo da transmissão – para além do sector público, muitas empresas mostram reticências em alojar fora de portas informação sensível e a segurança tem sido apontada como um dos obstáculos à adopção da “nuvem”.
As empresas poderão optar por ter todos os seus serviços de tecnologias de informação assentes no Office 365 ou por um modelo misto, em que algumas das funcionalidades são geridas dentro da própria empresa.
O serviço disponibilizado pela PT e pela Microsoft pretende chegar a empresas com um máximo de 250 trabalhadores.
Mercado a crescer
A computação em nuvem tem estado a ser olhada por empresas e pelo sector público como uma forma de reduzir os recursos da gestão de infra-estruturas de informação.
Segundo números da analista da IDC, citados na apresentação, o mercado deste tipo de serviços em Portugal crescerá 55 por cento ao ano até 2014, devendo atingir os 50 milhões de euros.
Bava qualificou a oferta de serviços na “nuvem” como “a grande aposta estratégica da PT para o mercado empresarial”. E adiantou ter planos para oferecer serviços semelhantes tanto para grandes empresas, como para o mercado residencial.
Já o presidente da Microsoft Internacional notou que a Microsoft oferece já serviços na “nuvem” e deu com exemplos o Hotmail e o serviço de conversação MSN Messenger, que não são produtos vocacionados para o ambiente empresarial. Porém, “nos últimos anos”, observou Jean-Philippe Courtois, o modelo “alastrou-se à área dos negócios”.
Os responsáveis explicaram que a parceria entre as duas empresas permitirá à Microsoft aproveitar o contacto que a PT já tem com as PME portuguesas.



