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Segundo agência de meios Carat

Publicidade: Mercado português deve crescer 5,9% com selecção no Mundial de futebol

18.11.2005 - 20:25 Por Lusa

<p>A Internet registou um crescimento de 37,3 por cento, nos primeiros nove meses do ano</p>

A Internet registou um crescimento de 37,3 por cento, nos primeiros nove meses do ano

 (DR)
O mercado publicitário português deverá crescer 5,9 por cento no próximo ano, devido à participação da selecção portuguesa no campeonato mundial de futebol na Alemanha, afirmou hoje à Lusa o director-geral da agência de meios Carat.

"Apesar da incerteza quanto ao desenvolvimento da economia, prevemos um ano de crescimento superior a 2005", disse André Freire de Andrade, justificando a estimativa com "os planos e ambições dos clientes [da Carat] e dos anunciantes em geral".

Além disso, acrescentou o responsável, partir de uma "base mais baixa do que a esperada para 2005 também contribuirá para a obtenção do crescimento".

A cumprir-se o aumento esperado das despesas publicitárias das marcas anunciantes, este será o primeiro ano desde 2004 em que o crescimento deste sector será superior a três por cento.

No ano passado, a subida das receitas de publicidade atingiu os 13,8 por cento, de acordo com dados hoje divulgados pelas agências de planeamento de compra de espaço publicitário cedidos à Lusa pela Carat, mas tratou-se de um ano de excepção já que contou com eventos atractivos para anunciar como o Rock in Rio Lisboa e o Euro 2004.

Em 2003, o crescimento do investimento situou-se nos 3,5 por cento, sendo o melhor até à data desde 2002, ano em que o mercado perdeu 9,2 por cento em relação ao valor investido em 2001.

De acordo com os mesmos dados, o meio de comunicação (também chamado de suporte publicitário) que registou maior aumento da fatia recebida do bolo de investimento dos anunciantes foi, entre 2002 e 2004, a televisão por cabo.

Este suporte cresceu 51,2 por cento em 2002, 19,4 por cento em 2003 e 35,4 por cento no ano passado.

Este ano, a televisão por cabo também apresentou, entre Janeiro e Setembro, valores muito elevados, atingindo os 25,6 por cento, sendo que se espera que termine o ano com 24 por cento de crescimento face a 2004.

Internet regista maior crescimento nos primeiros nove meses do ano

No entanto, este ano o suporte com maior subida de investimento foi, nos primeiros nove meses do ano, a Internet que registou um crescimento de 37,3 por cento, devendo estabilizar nos 36 por cento até final de Dezembro.

Os valores trimestrais (Julho a Setembro) mostram que a Internet aumentou o seu volume de receitas publicitárias em 40,4 por cento face ao mesmo período do ano passado, mas a televisão por cabo voltou a ter a maior subida com 52 por cento.

A televisão emitida em sinal aberto apresentou, pelo contrário, um decréscimo de receitas de publicidade de 0,7 por cento em relação ao terceiro trimestre do ano passado, prevendo-se que no total do ano 2005 o crescimento se fique pelos 2,8 por cento.

Em conjunto, os canais por cabo e em sinal aberto aumentaram em 2,4 por cento os investimentos recebidos entre Julho e Setembro, sendo estimado um crescimento de 4,1 por cento para o total do ano.

Na imprensa, apenas os títulos diários viram as suas receitas com anúncios aumentar no terceiro trimestre (0,4 por cento), já que as publicações não diárias registaram uma queda de 6,3 por cento.

As projecções anuais apontam para um crescimento destas receitas de 3,5 por cento no caso da imprensa diária e de 0,7 por cento no caso da imprensa não diária.

Também o suporte rádio deverá apresentar um decréscimo de investimento no total de 2005, caindo 1,3 por cento, sendo que cresceu 0,6 por cento no trimestre em análise.

Os suportes de publicidade exterior (outdoors, mupis e outros) vão protagonizar, de acordo com a agência de meios, a maior descida do valor recebido dos anunciantes em 2005, com uma quebra de 1,6 por cento na comparação anual e de 1,5 por cento na comparação trimestral.

O cinema, meio que, em conjunto com a Internet, obtém os menores rendimentos publicitários em termos absolutos, aumentou a sua fatia em 24,5 por cento entre Julho e Setembro face ao mesmo trimestre de 2004, estimando-se que apresente uma subida de 9 por cento no final do ano.

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