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Esclarecimento do ministério das Finanças

Reformas mencionadas por Teixeira dos Santos em Bruxelas “são as que estão no OE”

29.11.2010 - 12:52 Por Lusa

<p>O ministro das Finanças falou de reformas estruturais “reformas estruturais” na saúde, transportes e quadro orçamental </p>

O ministro das Finanças falou de reformas estruturais “reformas estruturais” na saúde, transportes e quadro orçamental

 (Nuno Ferreira Santos)
As “reformas estruturais” nas áreas da Saúde, dos Transportes e do quadro orçamental mencionadas no domingo em Bruxelas pelo ministro das Finanças “são as que estão previstas no Orçamento do Estado”, disse hoje à Lusa fonte oficial das Finanças.

“As reformas mencionadas ontem [domingo, em Bruxelas] pelo Ministro de Estado e das Finanças são as que estão previstas no Orçamento do Estado para 2011 e, consequentemente, conhecidas publicamente”, esclareceu hoje à Lusa o gabinete de imprensa de Teixeira dos Santos.

Portugal anunciou aos seus parceiros europeus a intenção de realizar “reformas estruturais significativas” nos sectores da saúde, dos transportes e do quadro orçamental, revelou em Bruxelas o ministro das Finanças da Bélgica, Didiers Reynders.

“Felicitámos a intenção de Portugal anunciar reformas estruturais significativas no sector da saúde e dos transportes, assim como uma reforma do quadro orçamental [...], nomeadamente com novas autoridades no seio do processo [orçamental] português”, disse Reynders na sua qualidade de representante da presidência belga da União Europeia no final da reunião dos responsáveis das Finanças dos 27 domingo ao fim do dia.

“O objectivo é aumentar o potencial de crescimento e a produtividade do país”, declarou Didiers Reynders, acrescentando que a preparação dessas reformas será feita em ligação com a Comissão Europeia.

O Ministério da Saúde lidera os cortes na despesa consolidada para 2011 com um decréscimo de 12,8 por cento, dos 9.818 para os 8.563 milhões de euros, graças, principalmente, à aplicação de várias medidas de contenção.

Entre as medidas a tomar pelo Governo em 2011, salientam-se a criação de incentivos à cobrança das taxas moderadoras, a simplificação da entrada em mercado dos genéricos, a revisão da legislação do transporte de não doentes, o controlo dos custos da hemodiálise através da revisão do preço prospectivo, a negociação dos preços de medicamentos hospitalares e a extinção da estrutura das parcerias da saúde.

A alienação de imóveis não afectos à prestação de cuidados de saúde ou “outros serviços imprescindíveis”, a criação da unidade de detecção de fraude do Centro de Conferência de Facturas e a redução a despesa com consultadoria são outras medidas inscritas na proposta do Orçamento do Estado para 2011.

No que respeita à política do Ministério das Obras Públicas, o Governo refere que vai reavaliar o plano Portugal Logístico, que previa a construção de 11 plataformas logísticas, bem como a orgânica do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM).

Na alta velocidade ferroviária, as obras do troço Poceirão-Caia, da futura linha Lisboa-Madrid, deverão arrancar no primeiro trimestre de 2011, enquanto o concurso para o troço Lisboa-Poceirão, que foi anulado, será relançado “em tempo oportuno”.

Ao nível do transporte ferroviário, a REFER - Rede Ferroviária Nacional terá de fazer uma “avaliação global da rede ferroviária” e apresentar propostas concretas até ao final do primeiro trimestre do próximo ano.

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Sem credibilidade

Este Shrek não se cala. Se as nossas Escolas de Economia só formam disto encerrem-nas. ...

milhazes

30.11.2010 09:00