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Programa foi lançado ha cinco anos e terá renovação "condicionada"

Renovação de programa entre universidades portuguesas e americanas nas mãos do próximo governo

28.04.2011 - 09:41 Por Lusa

<p>Acordo foi assinado em 2006 na Universidade de Aveiro</p>

Acordo foi assinado em 2006 na Universidade de Aveiro

 (Paulo Pimenta)
Os programas de associação entre universidades portuguesas e norte-americanos lançados há cinco anos deverão ser “renovados condicionalmente”, deixando para o próximo Governo uma decisão definitiva.

“O que este [Executivo] vai fazer é deixar tudo preparado para que o programa possa continuar, permitindo ao próximo Governo tomar a decisão. Com uma renovação condicional”, disse José Fonseca e Moura, professor da universidade de Carnegie Mellon (CMU) e responsável nos Estados Unidos pelo programa de associação.

“O Governo actual vai, suponho, preparar condições para a continuidade do programa. Mas todos temos de reconhecer que é o próximo Governo que tem de tomar a decisão se quer continuar com o programa ou se acha que, dados os condicionalismos do país, tem outras prioridades”, adiantou José Fonseca e Moura, o director do programa CMU-Portugal.

Com uma duração de cinco anos, até ao final deste ano, o programa CMU-Portugal tem um orçamento de 60 milhões de euros - metade direccionado para a universidade norte-americana e a outra metade para as congéneres portuguesas.

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, envolve projectos com as universidades do Minho, Porto, Coimbra, Aveiro, Lisboa, Nova, Técnica de Lisboa, Católica e da Madeira, além de outros centros de investigação e de empresas como a Portugal Telecom, Novabase e Siemens.

Ainda segundo Fonseca e Moura, o Conselho de Reitores escreveu recentemente ao ministro da Ciência a pedir continuação dos programas.

A solução encontrada permite que o programa continue nos actuais termos, “pelo menos por um ano”, para que “em tempo útil o novo Governo possa tomar uma decisão”.

“É como se houvesse uma continuidade do programa, mas de certa maneira estamos todos suspensos do que poderá acontecer”, adiantou.

Os programas envolvem centenas de alunos de mestrado e doutoramento, bem como professores nos dois países e projectos de investigação conjuntos.

Dado que as actividades se planeiam com um ano de antecedência, estão já a ser preparados os programas para 2012

“As actividades programadas [pelo CMU Portugal para 2012] são semelhantes às atuais -- cursos de mestrado, doutoramento, projectos de investigação, continuar a trabalhar com as empresas”, adiantou Fonseca e Moura.

No fim do ano terá de ser tomada a decisão de recrutamento de novos alunos, pelo que até lá o novo Governo terá de clarificar a situação.

“O próximo Governo pode sempre dizer ‘não estamos interessados em continuar programa’, e aí renegoceia os termos, ou faz o que entender, e as partes podem ir à sua vida e o programa acabar”, adiantou.



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