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Bolsa de Lisboa subiu quase um por cento

Mercado também penaliza Grécia

Risco da dívida portuguesa volta a crescer com alerta de Bruxelas

14.04.2010 - 16:50 Por Rosa Soares

O IGCP, entidade que gere as emissões de dívida soberana portuguesa, colocou hoje, com sucesso, dois mil milhões de euros. Mas depois desta emissão, o risco da dívida portuguesa voltou a subir.

Esta era uma reacção esperada após a Comissão Europeia ter advertido Portugal para a possibilidade de ter de tomar medidas adicionais para baixar o défice para os níveis propostos.

A operação hoje realizada pelo IGCP permitiu emitir 805 milhões de euros em obrigações a dois anos, a uma taxa de juro de 1,715 por cento. A restante emissão a 10 anos teve uma taxa de juro de 4,34 por cento. As duas emissões registaram uma procura maior que a oferta, tendo sido mais significativa no prazo mais curto.

As taxas de juro da emissão portuguesa estão muito longe das pagas pela Grécia na emissão de ontem, que pagou entre 5,55 e 4,85 por cento para emissões a seis e doze meses.

Mas ao longo do dia as yields (taxa de rendibilidade exigida pelos investidores) da dívida portuguesa e grega voltaram a subir. No caso portuguesa, a explicação reside no alerta de Bruxelas, que levou os CDS (seguros de cobertura de incumprimento) a subir 25 pontos, no caso das obrigações a cinco anos. Nas obrigações a 10 anos, as yields estão a subir três pontos base, para 4,352 por cento

As yields gregas voltam a subir, embora para níveis ainda e longe dos máximos atingidos nos 7,5 por cento. As rendibilidades a dez anos já subiram 26 pontos base, para 6,1,07 por cento. No prazo mais curto, a dois anos, já subiram 41 pontos, para 6,435 por cento.

Esta subida acontece depois da correcção recente, gerada depois de delineadas as condições de apoio financeiro da União Europeia e FMI ao país. As explicações para a queda de hoje são as declarações do financeiro George Soros, que citado pela Bloomberg, defendeu que a Grécia ainda enfrenta sérios riscos de “morte espiral”, considerando que o país precisa de se financiar a taxas mais baixas do que as que estão definidas no plano de ajuda comunitário. A gestora de fundos Pacific Investment Management Co. (Pimco), ao defender que ainda é cedo para comprar dívida grega, também contribuiu para um aumento do risco da dívida do país.

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