BES liderou quedas da bolsa na sessão de hoje.
(Paulo Ricca)A bolsas europeias encerram em queda, com os investidores preocupados com a crise grega, agravada pela imposição de medidas adicionais por parte do Eurogrupo e pelo anúncio de um dos partidos que apoiam o governo, o LAOS, de não votar favoravelmente o programa de austeridade acordado.
Depois de conhecida a decisão do partido de extrema-direita, os mercados accionistas europeus agravaram as perdas e os juros das dívidas soberanas de alguns países europeus, como foi o caso e Espanha e de Itália, subiram. Os juros das obrigações portuguesas desceram, um movimento explicado pela apoio manifestado pelo ministro alemão das Finanças de flexibilizar as condições de ajuda externa a Portugal.
A bolsa de Lisboa encerrou a perder 0,87%, em boa parte devido a nova queda do sector financeiro. As restantes praças europeias encerraram em queda, à excepção de Londres, que fechou com uma valorização modesta de 0,33%.
As quedas das bolsas europeias foram superiores a um ponto percentual, com destaque para Espanha, a perder 1,18%, seguida dos DAX a deslizar 1,40% e do CAC de Paris a deslizar 1,48%.
Na praça de Lisboa, a banca registou o segundo dia de correcção, depois da subida nos três primeiros dias da semana. O BES liderou as quedas, ao perder 6,14%, seguido do BPI, a recuar 4,73%. O Banif deslizou 3,7% e o BCP caiu 2,72%.
A Brisa e a Sonae Indústria perderam mais de 3%, e a Galp recuou mais de 2%.
Apenas quatro títulos subiram, com a Jerónimo Martins a liderar os ganhos, ao subir 1,47%. A Semapa, a EDP e a EDP Renováveis registaram ganhos mais modestos.



