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Eleições Legislativas Regionais na Madeira

Seguro defende coragem de “apurar responsabilidades” face a dívida oculta na Madeira

30.09.2011 - 19:18 Por Lusa

<p>Líder do PS diz que no caso da dívida Madeirense está em causa “a credibilidade do Estado de Direito”</p>

Líder do PS diz que no caso da dívida Madeirense está em causa “a credibilidade do Estado de Direito”

 (Miguel Madeira (Arquivo))
O secretário-geral do PS, António José Seguro, defendeu nesta sexta-feira ser necessária “coragem de ir ao fundo” e “apurar responsabilidades” fiscais, criminais e políticas face à dívida oculta nas contas da Madeira.

À chegada ao Funchal para participar na campanha para as legislativas regionais no arquipélago, o líder socialista considerou que o acto eleitoral de 9 de Outubro está em causa “a credibilidade do Estado de Direito”.

“O que está em causa é muito sério (...) quando se descobre que há uma dívida oculta superior a mil milhões de euros, naturalmente que isso é uma situação muito grave. E não conseguimos corrigir essa situação se não tivermos a coragem de ir ao fundo, perceber as causas, e apurar responsabilidades”, disse, ladeado pelo cabeça de lista do PS às eleições regionais, Maximiano Martins.

E acrescentou: “Vivemos num país onde na maior parte das vezes não se apuram responsabilidades. Chegou o momento de o fazer. E há várias responsabilidades que têm de ser apuradas. Julgo que o Estado de Direito democrático, as instituições e os órgãos de soberania sairiam muito mal junto dos portugueses se não houvesse um apuramento real destas responsabilidades, do ponto de vista fiscal, criminal e político”.

Seguro defendeu ainda a necessidade de os madeirenses serem esclarecidos sobre “as consequências que advirão” da “má gestão e ausência de transparência” do executivo regional.

Questionado pelos jornalistas sobre as declarações da ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite - que quinta-feira considerou “impensável que o PS possa sequer abrir boca” sobre a Madeira, face ao estado em que Sócrates deixou o país -, António José Seguro considerou serem “duas coisas diferentes”.

“Uma coisa é discutirmos dívida. Teremos oportunidade de o fazer e temo-lo vindo a fazer no Parlamento. Outra é descobrirmos dívida oculta. 2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2009, 2010. E eu julgo que é um problema que exige que todas as pessoas de bom senso e que exigem seriedade ao Estado de Direito que é uma situação gravíssima”, advogou.

Todos os Governos, prosseguiu, “deixam herança com coisas boas e más”.

“Não podemos é esconder as responsabilidades do Governo do PSD na Madeira com outras eventuais responsabilidades. As questões são completamente diferentes”.

Seguro escusou-se ainda a comentar os números divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), valores que são “agregados” e que não permitem perceber “o que suporta o desvio” indicado.

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