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Teixeira dos Santos diz que não compete ao Governo demissionário negociar com a oposição Maioria dos alemães concorda com plano de ajuda a Portugal

Responsáveis europeus revelam impaciência

Sem entendimento entre partidos não haverá resgate financeiro

10.04.2011 - 08:19 Por Isabel Arriaga e Cunha, em Gödöllö, Hungria

<p>Teixeira dos Santos causou alguma surpresa entre os seus pares ao afirmar que o governo não vai negociar qualquer acordo com a oposição</p>

Teixeira dos Santos causou alguma surpresa entre os seus pares ao afirmar que o governo não vai negociar qualquer acordo com a oposição

 (PÚBLICO)
Os responsáveis europeus começam a dar sinais de impaciência com o desacordo público entre o governo, a oposição e o Presidente da República sobre o programa de assistência financeira a Portugal, frisando que só haverá ajuda em troca de um entendimento completo e sólido a este respeito entre os principais partidos políticos.

"Quanto maior for o desentendimento [em Portugal] , mais rigorosos seremos na exigência de um compromisso firme entre os diferentes partidos para a aplicação rigorosa do programa" de ajustamento económico, resumiu um diplomata europeu no final de uma reunião de dois dias dos ministros das finanças da União Europeia (UE), em Gödöllö, que procedeu à primeira avaliação do pedido de ajuda do Governo.

A ajuda "ainda pode descarrilar", avisou um dos participantes na reunião mediante anonimato, expressando alguma surpresa pelo facto de os responsáveis nacionais se disputarem na praça pública quando ainda não está nada garantido. Esta mensagem ficou, aliás, expressa de forma implícita na recusa de vários ministros de se comprometerem de antemão com o montante de 80 mil milhões de euros que, segundo as primeiras estimativas avançadas pela Comissão Europeia na sexta-feira, poderá corresponder às necessidades de Portugal a três anos. "Não costumo assinar um cheque antes de ver a conta", resumiu a ministra francesa, Christine Lagarde.

O ministro português, Teixeira dos Santos, causou alguma surpresa entre os seus pares ao afirmar que o governo não vai negociar qualquer acordo com a oposição, remetendo essa responsabilidade para a missão conjunta da Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e FMI que vai começar a negociar na próxima semana o programa de assistência a Portugal.

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Semelhanças.

Só nos países do sul da Europa, particularmente em Portugal, se vêem ainda aqueles animais ...

Ulisses de Troia

10.04.2011 09:43