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Guerra de números

Sindicatos recusam proposta do Governo de monitorização conjunta dos dados de adesão à greve

05.03.2010 - 18:34 Por Ana Rute Silva

O Governo vai propor aos sindicatos mecanismos de monitorização conjunta dos dados de adesão à greve, mas a medida não agrada às estruturas sindicais que acusam o Executivo de se estar a imiscuir na sua organização interna.

Ontem a paralisação dos trabalhadores da função pública teve uma adesão de 80 por cento, de acordo com as três estruturas sindicais da UGT e da CGTP. Contudo, o secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho dos Santos, garantiu que a percentagem não foi além dos 13 por cento.

A habitual guerra de números levou o Executivo a avançar com uma proposta que envolve “a designação de pontos focais que representem os trabalhadores e os serviços, e que assegurem a monitorização do apuramento e carregamento de dados” e da prestação de serviços mínimos.

“É um problema do Governo, não nosso. Nós não temos qualquer problema com os dados, que nos são enviados pelos delegados”, disse Bettencourt Picanço, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, acrescentando que a proposta é uma manobra de marketing político. Já Nobre dos Santos, da Frente Sindical da Administração Pública, admite que possa existir “uma valorização de um, dois três por cento” nos números avançados pelos sindicatos”, mas diz que a discrepância habitual não faz sentido. A Frente Comum acusa o Governo de tentar “destruir a organização sindical” ao propor partilha de informação”. “Não aceitamos”, garantiu Ana Avoila.

A discrepância de números não é novidade: na última greve convocada pelas três estruturas sindicais, em Novembro de 2007, o Governo assegurou que 21,8 por cento dos trabalhadores tinham aderido. Os sindicatos apontavam para os 70/80 por cento.


Notícia actualizada às 19:26

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claro, isso ñ interessa...

quando o sindicalismo se confunde com a politica está o "caldo entornado", grande parte dos ...

bimbo

07.03.2010 22:55