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Se a execução orçamental "revelar necessidade de mais medidas"

Sócrates admite mais austeridade para atingir défice de 4,6% este ano

28.02.2011 - 14:02 Por Ana Rita Faria

<p>José Sócrates</p>

José Sócrates

 (Miguel Manso/Arquivo)
O primeiro-ministro José Sócrates sublinhou hoje que o Governo fará tudo o que for necessário para chegar ao final deste ano com um défice orçamental de 4,6 por cento, mesmo que isso implique vir a tomar mais medidas de austeridade.

“Quero reafirmar o que disse hoje o ministro das Finanças, que este Governo fará tudo o que for necessário para garantir a meta do défice”, afirmou hoje José Sócrates durante uma conferência sobre a crise da dívida soberana, organizada pela Reuters e pela TSF.

“Faremos tudo o que for necessário, porque [atingir o défice previsto este ano] é absolutamente fundamental para a credibilidade do nosso país”, garantiu o primeiro-ministro. “Teremos necessidade de mais medidas? O Governo acha que não, senão tê-las-ia posto no Orçamento”, disse Sócrates, para logo a seguir acrescentar: “Mas se a execução orçamental vier a revelar necessidade de mais medidas, tomá-las-emos”.

O primeiro-ministro aproveitou para repetir que a Europa precisa de dar uma resposta mais consistente à crise da zona euro. “Acho que a Europa já cometeu erros demais para não perceber que a resposta a esta crise tem de ser uma resposta europeia, porque o problema é sistémico”, realçou.

Para Sócrates, a crise da dívida soberana é mesmo “o maior desafio que se coloca ao projecto europeu” e, depois dela, “a Europa não vai ficar na mesma”. A “ambição”, reforçou o primeiro-ministro, é que esta crise seja a oportunidade de a Europa avançar em vários domínios da cooperação económica.

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