O primeiro-ministro, José Sócrates, exortou hoje as empresas a concentrarem-se na execução da nova estratégia governamental para a energia. “O Estado dá a visão, mas agora resta executar. O desafio que temos é a execução”, disse.
A nova estratégia para a energia, cujo documento final o Governo promete para depois da sua aprovação formal pelo próximo Conselho de Ministros, prevê uma aposta reforçada nas energias renováveis no país e na eficiência, um investimento global de 31 mil milhões de euros, e a criação de 120 mil postos de trabalho, no horizonte de 2020.
Para José Sócrates, o país precisa que a estratégia seja “cinco por cento de concepção e 95 por cento de execução. A execução é absolutamente vital”.
O “trabalho vai ser feito pelas empresas em cooperação estratégia com o Estado”, e com um "sentido de urgência" na sua concretização. “Não temos todo o tempo do mundo”, acrescentou.
O primeiro-ministro voltou a referir-se ao sector da energia como a “prioridade política essencial para o crescimento económico do país” e em concreto ao novo plano como a “agenda para o crescimento e emprego” do país, apoiado nos resultados dos últimos cinco anos neste sector.
O ministro da Economia, Vieira da Silva, interveio minutos antes para dizer que esta estratégia “será concretizada se tivermos capacidade de mobilizar a economia nacional e os agentes económicos” e que há “necessidade de um forte empenhamento de colaboração das políticas públicas” referindo-se especialmente à relação entre a economia e o ambiente.
Das metas gobais do programa, parte das quais o PÚBLICO antecipou hoje na sua edição, estão ainda a redução da dependência energética do exterior para 74 por cento em 2020, e atingir o nível de 60 por cento da electricidade produzida e 31 por cento do consumo de energia final sejam de fonte renovável. Aponta ainda para uma redução de 20 por cento do consumo de energia final, através de ganhos de eficiência.
O número global de novos postos de trabalho previstos está, neste momento, em 120 mil. Na entrevista dada ao PÚBLICO, publicada na edição de hoje, o ministro fala em 130 a 140 mil.



