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Faria de Oliveira defende que as empresas devem financiar-se em bolsa

Debate quinzenal no Parlamento

Sócrates diz que está a tentar garantir mais acesso ao crédito para as empresas

25.02.2011 - 13:06 Por Lusa

<p>Sócrates esteve hoje na AR para o debate público</p>

Sócrates esteve hoje na AR para o debate público

 (Daniel Rocha (arquivo))
O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo está a trabalhar com os bancos para garantir a liquidez do sistema financeiro e o acesso ao crédito, depois de Paulo Portas alertar que os empréstimos estão a ser recusados às empresas.

“Que resposta dá às pequenas e médias empresas que se dirigem ao sistema financeiro, privado ou público, para obter crédito e ou lhes dizem que não há crédito ou lhes começam a fazer propostas de empréstimos a juros de oito, dez e 12 por cento, o que liquida o investimento e a criação de emprego”, questionou o líder do CDS-PP.

Na resposta, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, José Sócrates disse que as condições de financiamento da economia é um dos temas “que mais preocupa o Governo”, sublinhando a importância de “garantir liquidez do sistema financeiro” para que os bancos “tenham condições para continuar a financiar a economia e em particular as pequenas e médias empresas”.

“Isso faz-se transformando o que já esta no Orçamento do Estado numa aplicação. Estamos a trabalhar com o Banco de Portugal e também com os bancos para garantir liquidez no nosso sistema e financeiro e através dessa liquidez garantir o acesso ao crédito para a nossa economia”, afirmou o primeiro-ministro, lembrando que o Estado “não pode intervir na concessão de crédito”.

Paulo Portas contrapôs, realçando que quando o Estado vai pedir dinheiro emprestado para sobreviver a “6,5 por cento ou 7,5 por cento” a consequência é que o sistema financeiro português não faz empréstimos às empresas portuguesas abaixo desse valor. “Portanto, os empréstimos às PME ou não existem ou existem a um preço que é proibitivo”, afirmou o líder dos centristas, defendendo que a missão da Caixa Geral de Depósitos seja a de “um verdadeiro banco de fomento da economia”.

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GRANDE COMENTÁRIO 100% VERDADE

Alexandre , Beja. 25.02.2011 15:09 - A pura das verdades!!

Carlos

25.02.2011 17:41