O primeiro-ministro disse ao Financial Times que não há justificação para a subida dos juros da dívida pública portuguesa, que bateram hoje um novo recorde histórico.
Em declarações ao jornal britânico, José Sócrates disse não ver “nenhuma razão para os juros das obrigações subirem”. “Vejo boas razões para elas descerem”, adiantou.
Para o primeiro-ministro, “Portugal não precisa de qualquer ajuda. Conseguimos resolver os nossos problemas sozinhos. Apenas precisamos que os mercados entendem que estamos a fazer o nosso trabalho”, concluiu. José Sócrates disse ainda que “a aprovação do Orçamento do Estado deve afastar Portugal da zona de perigo do mercado financeiro”.
O primeiro-ministro tinha já afirmado nos últimos dias não existiram razões que justifiquem a subida dos juros da dívida pública, apontando para o “comportamento especulativo que não tem qualquer justificação do ponto de vista económico”. Ontem, em entrevista à TVI, Sócrates afastou a hipótese de Portugal recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI), dizendo que o país “não precisa de assistência nem ajuda para resolver os seus problemas”.
Hoje, as obrigações do Tesouro a dez anos bateram um novo recorde histórico. Por volta das 11h30 os juros estavam nos 6,64 por cento, acima do máximo de 6,63 por cento registado no dia 28 de Setembro.
Notícia actualizada às 11h50



