A agência anunciou esta manhã que reduziu o rating de cinco bancos portugueses e de duas subsidiárias, depois de na semana passada ter cortado a notação de Portugal.
Os ratings do Banco Espírito Santo, Caixa Geral de Depósitos, Banco BPI e Santander Totta caíram de A- para BBB,mantendo-se em linha com a avaliação da República Portuguesa.
Já o BCP sofreu um corte de BBB+ para BBB-.
Na sexta-feira passada, a agência de notação financeira baixou o rating de Portugal de A- para BBB. O chumbo, na Assembleia da República, do novo pacote de austeridade e a demissão do primeiro-ministro provocaram "um aumento da incerteza política", que "poderá afectar a confiança do mercado e aumentar o risco de Portugal em termos de refinanciamento", justificou a Standard & Poor’s (S&P).
A agência alerta que a situação do país continua a ser observada com preocupação e não afasta novas avaliações negativas.
"Com base nas informações e projeções de que dispomos, achamos que a avaliação de Portugal poderá deteriorar-se novamente", alerta a SP, precisando que "isso poderá acontecer ainda esta semana".
Esta tarde, também a REN e a EDP comunicaram uma descida da notação dada pela S&P, devido à baixa do rating da República.
A REN baixou de A- para BBB, com um outlook negativo. A EDP desceu também de A- para BBB, igualmente com uma perspectiva de novo corte.
A empresa liderada por António Méxia afirmou, em comunicado, que, no caso de uma outra queda da nota da República, a S&P irá avaliar se o risco de crédito "deve ser totalmente reflectido na EDP".
"A S&P afirma que tal poderá resultar num diferencial de um nível face à República, se se avaliar que o perfil de risco individual da EDP é superior ao rating soberano de Portugal. A S&P espera concluir o processo de vigilância negativa nas próximas semanas", informou a empresa.
Notícia actualizada às 19h45



