A agência de notação financeira Standard and Poor’s baixou nesta sexta-feira o “rating” de 34 bancos italianos, depois de em Janeiro ter baixado em dois níveis a nota de Itália.
As principais instituições financeiras do país viram assim a sua nota degradada, incluindo os bancos UniCredit, Intesa Sanpaolo, Banca Nazionale del Lavoro e Mediobanca, que ficaram com BBB+ e com perspectiva negativa, o que significa que podem ocorrer novos cortes.
A 13 de Janeiro, a S&P baixou a nota da República de Itália para BBB+, devido à dimensão da dívida do país, da ordem dos 120 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
O primeiro-ministro, Mario Monti, tomou uma série de medidas para relançar a economia e reduzir a dívida, o que permitiu que Roma beneficiasse de uma taxa de juro nos mercados mais baixas: no final de 2011, os juros da dívida italiana estavam em torno dos sete por cento, valor considerado insustentável, e depois destas medidas desceu para os seis por cento.
Em entrevista à estação televisiva CNBC, Monti desvalorizou esta decisão da S&P, considerando-a “mecânica”.
“Estas decisões das agências de ‘rating’ são amplamente efeitos mecânicos de anteriores decisões”, afirmou, acrescentando que os bancos italianos estão razoavelmente saudáveis.
“Em geral, os bancos italianos foram menos afectados pela crise financeira do que os bancos em muitos outros países europeus. E recentemente muitos recapitalizaram-se”, disse.



