TAP cancela 120 voos e perde quatro milhões por causa da greve geral 
23.11.2010 - 13:04 Por Raquel Almeida Correia
Num dia normal, TAP realizaria 150 voos
(Foto: Raquel Esperança)A transportadora aérea nacional reprogramou a operação, mas não vai conseguir evitar perda de receitas. Prejuízos decorrentes da paralisação rondam os quatro milhões de euros.
Durante o dia de amanhã, a TAP só vai assegurar uma ligação aos Açores (Terceira) e outra à Madeira (Funchal). Parte dos voos de longo e médio curso vai ser realizada, mas a maioria sofrerá cancelamentos.
Na lista disponibilizada hoje pela empresa, detida a 100 por cento pelo Estado, estão confirmadas apenas 31 ligações, de um total de 150 normalmente realizadas por dia pela companhia de aviação nacional.
Além de uma ligação de ida e volta para os Açores e outra para a Madeira, a lista inclui a garantia de realização de mais 17 voos, embora todos tenham sofrido alterações horárias.
A TAP optou por atrasar as ligações, de modo a contornar os constrangimentos previstos para amanhã. Nesse sentido, os seus aviões só vão descolar a partir das 23h30, altura em que a greve estará praticamente a terminar.
Também os voos previsto para hoje vão sofrer uma reprogramação, tendo sido antecipados, isto porque a paralisação vai começar a ter efeitos práticos a partir das 22h.
Os impactos da greve sobre a TAP vão resultar numa perda de receitas, já que, em vez dos normais 150 voos, vai realizar apenas 31. Tendo em conta que a transportadora aérea factura cinco milhões de euros por dia, os prejuízos causados pela paralisação vão fixar-se em quatro milhões.
Voos de companhias estrangeiras também foram cancelados
O facto de se esperar uma mobilização significativa dos trabalhadores da aviação à greve geral de amanhã tem levado muitas transportadoras aéreas estrangeiras a cancelar todos os voos para Portugal, nomeadamente os gigantes Lufthansa (20 ligações), Air France (cinco) e British Airways (três).
Também a low-cost irlandesa Ryanair decidiu cancelar um total de 34 voos, entre hoje e amanhã. E a britânica Easyjet afirma, no seu site, que “espera constrangimentos significativos na operação”, não revelando, para já, as proporções do impacto da greve geral.
Num dia normal, haveria 550 aviões a aterrar e descolar dos aeroportos nacionais. Mesmo com a reprogramação dos voos, a maioria não deverá realizar-se.


