A Telefónica vendeu a participação directa de 8 por cento na Portugal Telecom (PT), em vésperas da assembleia-geral de accionistas da PT para decidir o futuro da Vivo.
A notícia, que foi avançada pelo "Negócios.pt", foi confirmada oficialmente pela Telefónica, depois de instada a prestar esclarecimentos pelo regulador do mercado de capitais português, CMVM.
"Já comunicámos à CMVM em Portugal que vendemos oito por cento e ficámos com dois por cento da PT", disse um porta-voz da Telefónica, citado pela Reuters.
Mais tarde, em comunicado divulgado pela CMVM, a operadora espanhola esclareceu que reduziu a sua
participação qualificada na PT para 18.122.661 acções, correspondentes a 2,02 por cento do capital social e direitos de voto da PT.
"Esta informação será complementada com as comunicações legalmente exigíveis que serão efectuadas nos termos e prazos legalmente estabelecidos", acrescenta a Telefónica".
Segundo o "Negócios.pt”, a venda ocorreu "em vários blocos a outros accionistas" da PT. Com esta operação a empresa espanhola poderá eventualmente contornar a impossibilidade de votar na AG de dia 30 de Junho em que se votará a venda da metade portuguesa na Vivo.
Apesar de o presidente da AG da PT, Menezes Cordeiro, não ter ainda divulgado a sua posição sobre a matéria, o impedimento de voto da Telefónica na reunião de accionistas é dado quase como certo, tendo em conta o conflito de interesses existente.
Porém, ao alienar as suas acções, a Telefónica garante que 8 por cento dos votos estarão com a sua proposta, numa AG decisiva, onde basta uma maioria simples para dar a vitória a um dos lados.
Na próxima quarta-feira os accionistas da PT vão pronunciar-se sobre a oferta de 6,5 mil milhões de euros por metade do capital da Brasilcel – que controla a Vivo -, um preço que a administração da PT entende não reflectir o valor estratégico da empresa brasileira para a Telefónica.
notícia actualizada às 16h47



