Ontem houve greve geral com manifestações em Atenas
(Foto: Yannis Behrakis/ Reuters)O texto supostamente final do novo resgate financeiro negociado entre a Grécia e a UE-FMI foi enviado nesta quarta-feira aos três dirigentes dos partidos políticos da coligação no poder.
O ex-primeiro-ministro socialista George Papandreou e os líderes dos conservadores, Antonis Samaras, e da direita radical, Georges Karatzaferis – que chefiam os três partidos que suportam o Governo de transição do primeiro-ministro não eleito Lucas Papademos – deverão pronunciar-se sobre o documento numa reunião prevista para este mesmo dia, em Atenas, segundo noticia agência de notícias AFP.
Estava prevista uma reunião para terça à noite, que foi adiada para esta quarta, depois de uma reunião inconclusiva no domingo.
A subida das cotações nas bolsas europeias estava a ser atribuída pela agência britânica Reuters à esperança de que estivesse próximo um acordo para um segundo resgate da Grécia, avaliado em pelo menos 130 mil milhões de dólares.
O jornal The Wall Street Journal noticia por seu lado que o Banco Central Europeu (BCE) fez concessões chave sobre as obrigações do Governo grego, o que vai contribuir para a redução do fardo da dívida do país e facilitar o caminho para um novo acordo de resgate.
O jornal dizia que esta concessão do BCE, que é um dos maiores credores do Estado grego, iria reduzir o buraco nas finanças públicas, mas adiantava que não era ainda claro se os dirigentes dos partidos no poder iriam aceitar as duras medidas de austeridade que lhes são exigidas.
Este dilema surge num momento em que os governantes enfrentam a fúria popular e em que as próximas legislativas não estarão muito longe, se for cumprido o calendário previsto quando o primeiro-ministro George Papandreou deixou o cargo, no final do ano passado, após ter sugerido um referendo sobre a permanência do país no euro.



