O ex-presidente da CP Ernesto Martins de Brito afirmou hoje que está "perplexo" com a opção técnica apresentada pelo anterior ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações para a linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto.
Ernesto Martins de Brito, que falava no decorrer do 6º Congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário, criticou António Mexia e defendeu que "os argumentos financeiros não devem comprometer os resultados económicos do projecto".
O ex-presidente da CP diz que a futura linha de alta velocidade só deve usar troços da linha convencional nas zonas com menor tráfego, que se encontram a norte do Porto e a sul de Lisboa, e não entre estas duas cidades.
Martins de Brito deixou um alerta para o cuidado que é preciso ter nas previsões de tráfego do projecto do TGV. O gestor lembrou que as previsões apontam para dez milhões de passageiros do modo ferroviário em 2020, três vezes mais do que os actuais três milhões, o que pressupõe taxas de crescimento anuais de oito por cento.



