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Taxa de desemprego na Alemanha com nível mais baixo desde a reunificação

Papandereou vai a Paris discutir a crise

Trabalhadores bloquearam entrada de vários ministérios em Atenas

29.09.2011 - 09:56 Por Paulo Miguel Madeira

 (John Kolesidis/ Reuters (arquivo))
A entrada do Ministério das Finanças da Grécia, assim como de outros ministérios, foi bloqueada hoje de manhã por funcionários do próprio ministério, antes do início das negociações com a UE e o FMI sobre a entrega da próxima parcela do resgate em vigor, para evitar que o país fique sem dinheiro.

“Peguem no vosso dinheiro e vão-se embora”, gritavam cerca de 200 funcionários que se reuniram em frente ao Ministério das Finanças, relata a agência Reuters. Segundo a ADEDY, a confederação de sindicatos do sector público, estavam a ser bloqueados dez edifícios.

Os manifestantes disseram à polícia que pretendiam impedir o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, de se encontrar com os inspectores da Comissão Europeia, do BCE e do FMI.

O acesso aos ministérios da Justiça, do Trabalho da Saúde e da Agricultura também foram bloqueados, segundo um porta-voz da polícia citado por aquela agência.

“As ocupações decorrem hoje, quando a troika regressa ao nosso país e nós enfrentamos novas medidas de barbárie, que foram decididas e estão a ser decididas com vista a novas reduções de salários… novas subidas de impostos e novos despedimentos maciços”, disse a ADEDY, a confederação de sindicatos do sector público.

Papandereou quer encontrar-se com Sarkozy depois de ter estado com Merkel

Entretanto, o primeiro-ministro grego, George Papandereou, tenciona viajar amanhã para Paris, para discutir a crise da dívida da zona euro, e o acordo europeu de 21 de Julho, com o Presidente da França, Nicolas Sarkozy, segundo uma fonte oficial não identificada citada pelas agência internacionais.

O acordo alcançado a 21 de Julho, e cujas decisões ainda não estão em prática, prevê o aumento da capacidade de resposta do actual mecanismo europeu de resgates, com o aumento da capacidade de acção do FEEF (o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira), bem como um segundo pacote de resgate para a Grécia.

A França é o segundo maior contribuinte para o resgate da Grécia, após a Alemanha, onde Papandreou esteve ontem, tendo-se encontrado com a chanceler Merkel.

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