Trabalhadores da TAP disponíveis para “reforçar a luta” contra cortes salariais 
03.02.2012 - 18:18 Por Lusa
Os trabalhadores da TAP mostraram-se nesta sexta-feira disponíveis para “reforçar a luta” contra os cortes salariais e a suspensão dos subsídios de férias e de Natal, tendo agendada para quinta-feira uma reunião com o secretário de Estado dos Transportes.
Mais de mil trabalhadores da TAP reuniram-se, esta tarde, em plenário e aprovaram uma moção em que “afirmam a sua disponibilidade para reforçar a luta contra” a actual política, afirmou à Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT), José Baião.
No documento, os trabalhadores da TAP “recusam o roubo nos salários”, as “tentativas em curso de revisão da legislação laboral” e “exigem a reposição dos salários, em defesa do emprego e da contratação colectiva”.
Questionado pela Lusa sobre as formas de luta que poderão vir a ser desencadeadas para contestar os cortes salariais, José Baião disse que a CT “vai recorrer a todos os meios que estejam ao seu alcance”, explicando que a decisão de avançar com formas de protesto, como as greves, cabe aos sindicatos.
Na quinta-feira, a CT será recebida pelo secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, depois do pedido feito pela estrutura que representa os trabalhadores.
Depois da reunião, dentro de 15 dias, realiza-se um novo plenário de trabalhadores da TAP.
Numa circular enviada aos trabalhadores na semana passada, a TAP afirmava que tinha “diligenciado oportunamente junto das autoridades competentes no sentido de serem estabelecidas as medidas de adaptação adequadas às especificidades das empresas do grupo”, não tendo obtido uma resposta.
Na quinta-feira, o secretário de Estado dos Transportes disse que o Governo não tinha tomado qualquer decisão sobre o pedido de excepção aos cortes salariais apresentado pela companhia aérea.
“Não há qualquer decisão tomada nessa matéria”, afirmou, na altura, Sérgio Monteiro, referindo que, “a TAP está vinculada às obrigações do Sector Empresarial do Estado”.
Em 2011, a companhia aérea obteve o acordo do Governo para aplicar um regime de excepção, ao abrigo do qual os cortes salariais incidiram sobre os subsídios de férias e de Natal, em vez de afectarem a remuneração mensal, como aconteceu aos funcionários públicos e aos trabalhadores das empresas do SEE.


