A CGTP e a UGT realizam hoje uma greve geral conjunta
(Foto: Nuno Ferreira Santos)Os efeitos da greve estão a fazer sentir-se em quase todos os sectores. Mas é nos transportes, saúde, educação e serviços públicos que a paralisação regista uma maior adesão.
Apenas alguns comboios, barcos e autocarros não pararam. Nos centros de saúde e nos hospitais, as portas estão abertas mas apenas para garantir serviços mínimos. Na área da educação, a falta de auxiliares está a impedir a abertura de algumas escolas ou a realização de aulas. É dia de greve geral convocada pelas duas centrais sindicais, uma jornada que a CGTP e a UGT acreditam que irá relançar a discussão da política laboral.
Num curto balanço da greve até esta manhã, os dois secretários-gerais destacaram a adesão no sector portuário, ferroviário, na saúde e nas autarquias. Para Carvalho da Silva, a greve geral representa um contributo decisivo para relançar a discussão sobre o salário mínimo nacional e para a reposição de alguns direitos dos trabalhadores e população “que foram colocados em situação de pobreza e de miséria”. João Proença justifica o protesto como uma resposta a “uma política errada que pede demasiados sacrifícios aos trabalhadores deixando de fora muitos que poderiam pagar muito mais”.
Hospitais com poucos enfermeiros
No Hospital do Barlavento, em Portimão, registou-se 54 por cento de adesão à greve nos auxiliares e 81 por cento nos enfermeiros. No Hospital de Faro esses números foram de 46 por cento para auxiliares e 95 por cento para enfermeiros. No Hospital de Lagos, 100 por cento dos enfermeiros no turno da noite fizeram greve. No Hospital Santa Maria, em Lisboa, o banco da noite funcionou com normalidade e o serviço de urgência não está a ser afectado. Esta manhã, os corredores tinham pouco gente e as salas de espera para consultas externas estavam practicamente vazias, já que muitos dos utentes optaram por remarcar as consultas. Nesta unidade, prevê-se que a maior adesão à greve se registe entre enfermeiros. Ainda em Lisboa, no Hospital de São José nenhuma consulta foi realizada e as cirurgias programadas foram canceladas. No entanto, nas urgências os serviços mínimos foram assegurados e a manhã esteve sempre tranquila. O piquete de greve no local disse ao PÚBLICO que a adesão dos administrativos, auxiliares de acção médica e enfermeiros foi durante os turnos da noite e da manhã de quase 100 por cento, estando ainda por apurar a adesão da classe médica.
Mais a norte, no Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, sede do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, a adesão à greve no período nocturno rondou os 30 por cento.
Em Bragança, cerca de 70 por cento dos enfermeiros do hospital local aderiram à greve. Telmo Afonso, representante do sindicato dos enfermeiros naquela unidade de saúde, lamenta a requisição de serviços mínimos, que afectam o protesto destes profissionais. “O descontentamento é grande mas com os serviços mínimos não temos hipótese de o demonstrar”, sublinha. Especialidades como a Unidade de Cuidados Intensivos, a obstetrícia, a diálise, ou o internamento prolongado tiveram esta manhã uma adesão de cem por cento. Nas consultas externas, os números chegam aos 50 por cento, o que tem levado já ao adiamento de algumas consultas. No bloco operatório, algumas cirurgias terão de ser adiadas. No centro de saúde da Sé, um dos dois da cidade, também não haverá consultas. Já no centro de saúde de Santa Maria, as consultas decorrem normalmente.
Não se realizaram quaisquer das cirurgias programadas no Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde – gere os hospitais das duas cidades- e somente 10 por cento das consultas externas foram concretizadas, apurou o PÚBLICO junto de António Barros, assessor do conselho de administração. Durante o turno da madrugada compareceram somente 18 dos 44 funcionários escalados e, durante a manhã, dos 249 elementos previstos faltaram 95.
Os hospitais de Viana e Ponte de Lima estão apenas a assegurar os serviços mínimos. Os sindicatos ainda nao avançam com dados concretos. No centro de saúde de Viana do Castelo os serviços de enfermagem estão encerrados, entando apenas um medico a dar consulta. O balcão da caixa geral de Depósitos está encerrado. A estação dos CTT regista níveis de adesão a rondar os 76 por cento e na Portugal Telecom ronda os 50 por cento.
Em Évora, na urgência do Hospital do Espírito do Santo, nos primeiros e segundos turnos a adesão foi de cem por cento, estando as oficinas da mesma unidade hospitalar a funcionar apenas a dez por cento.
Nos Açores, o Hospital do Divino Espírito Santo em Ponta Delgada só cumpre serviços mínimos. A adesão é de 100 por cento. Na Madeira, a mais expressiva paralisação é dos médicos ortopedistas.
Falta de auxiliares nas escolas
Na Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, Lisboa, os alunos debandaram logo cedo. Há professores mas não há funcionários. Os alunos ficaram de voltar às 11h30 quando o segundo turno dos pessoal auxiliar começa – o que é determinante nas escolas básicas e secundárias já que sem a presença deles as salas não abrem e a segurança não é acautelada. A situação repete-se em outras escolas onde a adesão dos funcionários foi grande. "O povo está descontente e este país já não dá para nada", diziam alguns estudantes ao PÚBLICO à porta da escola. Na secundária Virgílio Ferreira a maioria das aulas do primeiro tempo estão a decorrer. E as que não se realizaram foi devido à adesão de professores à greve ou à escassez de alunos. Já na Escola Secundária Padre António Vieira e na EB 2/3 Fernando Pessoa, situadas na outra ponta de Lisboa, a situação é mais clara. As escolas estão encerradas.
Segundo dados da CGTP já encerraram dez escolas na cidade do Porto: Escola Básica Gomes Teixeira; Secundária Rodrigues de Freitas; Básica Fonte da Moura; Secundária Clara de Resende, Secundária Aurélia de Sousa; EB2/3 Ramalho Ortigão; EB2/3 Francisco Torrinha; Escola do Viso e Básica Bom Sucesso.
Em Coimbra, a EB 2,3 Dra. Mª Alice Gouveia ainda abriu portas, mas, como tinha apenas três funcionários a trabalhar, resolveu que não tinha condições para receber os alunos. Como, entre os pais, também havia quem estivesse em greve, não houve drama: “Tenho aqui dois filhos, vão comigo para casa agora”, dizia uma mãe, professora noutra escola da cidade e também em greve hoje. Apesar de ainda não ter números concretos, a coordenadora adjunta do Sindicato dos Professores da Região Centro, Anabela Sotaia, adiantou que, para já, para além da EB 2, 3 Dra Mª Alice Gouveia, também na Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, não vai haver aulas.
Em São João da Madeira, os 860 alunos da Escola Secundária Serafim Leite estão sem aulas. A adesão à greve dos professores é de 71 por cento e do pessoal não docente de 77 por cento.
Em Espinho, a Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira tem os portões abertos. Às 10h00, dos 67 professores que deviam estar a dar aulas, de um quadro total de 150 docentes, estavam 46. Dos 35 auxilares, faltaram seis. A direcção do estabelecimento de ensino não suspendeu as actividades lectivas da escola que tem cerca de 1300 alunos.
Em Braga, há nove escolas encerradas na cidade. A adesão dos funcionários dos estabelecimentos de ensino impossibilitou a realização de aulas durante a manhã em algumas das principais escolas. Por falta de pessoal, também o tribunal de Braga está parado. A adesão de funcionários e professores ao protesto levou ao encerramento das escolas Calouste Gulbenkian, André Soares, S. Victor, Nogueira, Lamaçães e Gualtar, bem como três escolas do agrupamento de Maximinos.
No distrito de Viseu, várias escolas encerraram nos concelhos de Vouzela, Santa, Comba Dão, Castro Daire, Mortágua, Carregal do Sal, Oliveira de Frades, Penedono, Sernancelhe, Carregal do Sal, S. Pedro do Sul, Tarouca e Viseu. “Não há aulas praticamente no distrito de Viseu”, assegura o dirigente do Sindicato Dos Professores da Região Centro, Francisco Almeida. Cerca de 150 alunos juntaram-se esta manhã em frente ao governo civil, mas a polícia reencaminhou-os para o Rossio. Exibindo faixas pretas, os estudantes quiseram juntar-se à greve geral.
A Escola Secundária de Monserrate, em Viana do Castelo, a maior do distrito, com cerca de 1400 alunos fechou portas. O mesmo cenário na outra secundária da cidade, a de Santa Maria Maior, onde os mais de 760 alunos não tiveram aulas. O mesmo se passou com centenas de crianças e jovens dos restantes níveis de ensino, pertencentes a outros agrupamentos.
Em Bragança, alguns pais de alunos da escola primária das Beatas foram surpreendidos esta manhã com um cadeado a encerrar os portões. Os dois funcionários e os três professores fizeram greve e, por isso, de acordo com a explicação dada por Luís Martins, coordenador do grupo de apoio às escolas da Terra Fria, “a escola ficou fechada a cadeado, como acontece habitualmente durante a noite”. Esta é mesmo a única escola da cidade que hoje ficou encerrada devido à greve.
Poucos comboios a circular
Num dia normal a CP deveria ter realizado 532 comboios até às 10h00 da manhã de hoje, mas só fez 108, tendo sido suprimidos 424 por motivo de greve. Os serviços mínimos previam a realização de 126 comboios comboios, mas não se efectuaram 18 por falta de tripulação que, apesar de nomeada para trabalhar ao abrigo dos serviços mínimos, acabou por não comparecer. A taxa de execução dos serviços mínimos na CP, foi, assim, de 64%. A tripulação dos comboios é normalmente composta por um maquinista e um revisor, bastando que falte um deles para a composição não sair. Dos 18 comboios dos serviços mínimos não efectuados, 10 não se realizaram período entre a meia-noite e as 6h00. Entre as 8h00 e as 10h00, apesar de estarem previstos, não circularam um comboio regional no Minho, três suburbanos no Porto e um suburbano entre Barreiro e Setúbal.
No Porto, apenas três comboios saíram da estação de São Bento, entre as 05h00 e as 05h30. Segundo apurou o PÚBLICO, as composições iniciaram viagem depois de ter sido barrado o acesso do piquete de greve aos trabalhadores. No Algarve, a CP está a informar que apenas estão disponíveis serviços mínimos, com dois comboios a circular de manhã e outros dois à tarde.
Na Fertagus não nenhum funcionário em greve, tendo-se realizado a totalidade da oferta, apesar de alguns atrasos no início da manhã. A previsão é que este serviços continuem a decorrer com normalidade durante o resto do dia.
Fonte oficial desta empresa ferroviária privada, disse ao PÚBLICO que a Refer tem assegurado a gestão dos seus comboios sem dificuldades.
Carris, Soflusa e Transtejo
As ligações fluviais entre Lisboa e a margem Sul estavam afectadas, pelas 06h00, em 83 por cento nos barcos da Soflusa e 84 por cento nas travessias da Transtejo. A Carris tinha, pelas 06h15 de hoje, cerca de 40 por cento dos serviços de transporte programados em funcionamento.
PSP intervém em Aveiro
A PSP de Aveiro foi chamada às instalações da empresa municipal de transportes da cidade aveirense. Os representantes do STAL (Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local) acusam a administração da empresa municipal de ter tentado impedir a greve, que a esta altura já levou à anulação de 26 carreiras de autocarros.
Confrontado com os incidentes ocorridos de madrugada na estação de correios de Cabo Ruivo, Carvalho da Silva disse que se trata de uma situação que se tem vindo a repetir quando há lutas laborais e adiantou, sem especificar, que “houve outros incidentes noutras zonas do país”.
Embarcações barradas nos portos algarvios
As barras marítimas do Algarve estão todas encerradas devido à paralisação de 24 horas. Um cruzeiro com 420 passageiros, que se dirigia para Portimão foi desviado para Espanha. Uma embarcação com 2200 toneladas de alfarroba foi impedida de entrar no porto de Portimão.
Ainda no Algarve, os voos de e para Faro foram todos cancelados. O aeroporto está fechado.
Os Portos de Lisboa, de Setúbal, da Figueira da Foz, do Canistal ( Madeira), da Terceira (Açores) e de Viana do Castelo estão hoje completamente paralisados, com o presidente do sindicato dos Estivadores, Vitor Dias, que preside também à FESMARPOR – Confederação de Sindicatos Marítimos e Portuários, a garantir, nestas unidades, uma adesão à greve de 100 por cento. No porto de Aveiro houve alguma movimentação (para concluir uma operação num navio) tendo a adesão, no primeiro turno, rondado os noventa por cento.
Ainda não foi possível apurar taxas de adesão nos Portos de Leixões e de Sines – neste último, assinala-se hoje um feriado municipal.
Autocarros parados no Porto
Entre e meia-noite e as 06h00, 80 por cento dos autocarros ao serviço da SCTP não estão a circular. Às 06h30, 40 autocarros estavam a circular no Porto. Segundo fonte do Sindicato dos Transportes Rodoviários, não está a circular nenhum autocarro entre Braga e as cidades de Guimarães, Amares, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso. As linhas da antiga Rodoviária de Entre Douro e Minho têm uma adesão à greve acima dos 80 por cento.
Tribunais encerrados no Norte do país
Muitos tribunais do norte do país, o tribunal de Cascais e os serviços do Ministério Público do Tribunal de Oeiras estão encerrados ao público, registando uma adesão de cem por cento dos oficiais de justiça, disse ao PÚBLICO o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, Fernando Jorge. Segundo dados recolhidos até agora, os tribunais de Esposende, Amarante, Lamego, S. João da Madeira, Barcelos, Águeda, bem como o DIAP de Aveiro, estão de portas fechadas ao público, assegurando apenas os serviços mínimos, entre os quais os de atendimento aos presos e menores em risco, afirma Fernando Jorge que continua a receber informação dos 400 tribunais existentes em todo o país.
Até agora, dos cerca de 120 funcionários judiciais que trabalham no Tribunal de Loures, apenas 24 estavam a trabalhar e dos cerca de 50 que trabalham nas Caldas da Rainha, 10 apresentaram-se ao serviço. "Os números da adesão estão a exceder as minhas expectativas", diz o presidente do sindicato.
No Tribunal de Santa Maria da Feira, a adesão à greve ronda os 60 por cento. Alguns serviços estão a funcionar e outros suspensos. Também o Tribunal de Braga está a ser afectado. Apenas três funcionários administrativos compareceram ao trabalho esta manhã pelo que, apesar de aberto ao público, o tribunal está a adiar as audiências previstas para o dia de hoje.
Os tribunais de Viana do Castelo, Valença, Ponte da Barca, Paredes de Coura estão encerrados. Segundo a União de Sindicatos de Viana do Castelo, no tribunal de Trabalho da capital do Alto-Minho, único no distrito, a adesão a greve atinge os 99 por cento. Em Valença, Ponte da Barca e Paredes de Coura a participação no protesto nacional varia entre os 93,7 e 50 por cento.
Trabalhadores da CGD aderiram à greve
Manuela Graça, do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD, adiantou ao PÚBLICO que a "esmagadora maioria das agências não abriram" as portas. A sindicalista não conseguiu avançar o número exacto de balcões do banco estatal que estavam encerrados (ao todo, são cerca de 900). Adiantou, no entanto, que, no caso dos que abriram, muitos apenas estão em condições de "prestar informações", não podendo fazer operações, como depósitos de dinheiro ou de cheques.
Serviços públicos condicionados
Os serviços de atendimento ao público das repartições de Finanças e da Segurança Social, em Bragança, estão hoje condicionados. Os cinco funcionários do atendimento ao público na Segurança Social aderiram à greve mas estão em vigor os serviços mínimos. Na tesouraria, a única funcionária apresentou-se ao serviço, que deve encerrar durante a hora de almoço. Na repartição de finanças, nove dos 28 trabalhadores aderiram à paralisação, e três estão de férias. Mas o público já estava avisado e poucos utentes se têm dirigido aos serviços, que já ontem estiveram condicionados devido à greve dos trabalhadores dos impostos.
Quanto às autarquias, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, a greve tem registado, desde as primeiras horas da madrugada, forte impacto. Por exemplo, em Viana do Castelo, nos Serviços Municipalizados, a recolha de resíduos regista uma adesão de 100 por cento e no sector das Águas, ronda os 95 por cento. Os edifícios da câmara municipal encerraram devido à falta de pessoal. Apenas compareceram dois motoristas e um cantoneiro. O sector da limpeza foi o mais afectado, daí que o lixo não tenha sido recolhido durante a madrugada, apurou o PÚBLICO junto do vice-presidente da autarquia, Aires Pereira. No entanto, já esta manhã foi visível a acção da empresa privada de limpeza urbana na área citadina (a poente da Estrada Nacional 13) que tem sob a sua responsabilidade.
Em Braga, a Loja do Cidadão está em funcionamento. Três serviços estão encerrados, mas as restantes valências estão a atender normalmente os utentes. Os trabalhadores das Finanças, Autoridade para as Condições de Trabalho e Posto de Atendimentos Múltiplos aderiram na sua totalidade ao protesto. Esses três serviços encontram-se, por isso, encerrados na Loja do Cidadão da Avenida da Liberdade. Os restantes serviços estão a funcionar normalmente.
No Porto, a Loja do Cidadão está a funcionar com a maior parte dos serviços. Apenas cinco serviços estão fechados: Caixa Geral de Depósitos, ADSE, IMTT, Registo automóvel e Registo Criminal. Alguns serviços estão a funcionar apenas a 50 por cento, mas a afluência de público à loja é reduzida, estando por isso a funcionar quase na normalidade.
O distrito de Évora está a aderir em massa à greve, segundo Margarida Machado, do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul. Nas autarquias, “a adesão é igualmente muito elevada”, segundo José Correia, do Sindicato dos Trabalhadores das Autarquias Locais, com taxas de 60 por cento em Estremoz a 100 por cento em Vendas Novas e Mora. Na Câmara de Évora, 90 por cento dos trabalhadores fizeram greve, com reflexos em vários serviços municipais. Três pólos da Universidade de Évora estão encerrados.
Mais trânsito que o normal
A Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa disse ao PÚBLICO que a circulação rodoviária, esta manhã, nos principais acessos à cidade "não foi muito diferente do habitual", apesar de algumas zonas registarem mais tráfego do que o normal por causa da greve nos transportes públicos.
Recolha de lixo por fazer
No Algarve, não houve turno da noite dos trabalhadores da recolha de lixo em Loulé e Olhão. Em Lagos e em Vila Real de Santo António saíram apenas metade das viaturas. Nas principais cidades do distrito de Braga, a recolha de lixo e a limpeza está. Segundo fonte do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, todos os trabalhadores em Guimarães aderiram ao protesto. Em Famalicão, na recolha de lixo nocturna 85 por cento dos trabalhadores fizeram greve. A recolha diurna registou ainda uma participação que ascende aos 87 por cento. Em Barcelos, a taxa de participação foi de 85 por cento, durante a noite. Em Vila Verde, a adesão é de 50 por cento no sector operário. Em Braga, os trabalhadores afectos à empresa municipal Agere estão também a participar no protesto nacional. Metade dos operários da recolha do lixo está em greve. No sector da varredura a adesão chega aos 100 por cento.
Na Madeira, as taxas de adesão mais elevadas estão na limpeza urbana (88 por cento) e recolha do lixo (71 por cento) do Funchal.
A CGTP e a UGT realizam hoje uma greve geral conjunta contra as medidas de austeridade, anunciadas pelo Governo em Setembro, que têm como objectivo consolidar as contas públicas, entre as quais os cortes de salários dos trabalhadores do Estado, o congelamento das pensões em 2011 e o aumento do IVA.
Esta é a segunda greve geral marcada pelas duas centrais sindicais - a primeira realizou-se há 22 anos contra o pacote laboral.
Autores: António José Rodrigues, Ângelo Teixeira Marques, Andrea Cruz, Carlos Cipriano, Clara Viana, Cláudia Bancaleiro, Idálio Revez, José Faria, Luís Villalobos, Luísa Pinto, Maria Antónia Zacarias, Maria João Lopes, Marisa Soares, Paula Torres de Carvalho, Pedro Andrade Soares, Samuel Silva, Sandra Ferreira, Sara Dias Oliveira, Sara Soares, Romana Borja-Santos
Notícia actualizada às 12h33



