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Reacção às declarações de Teixeira dos Santos

UGT considera eventual aumento dos impostos “imoral e pouco ético”

10.05.2010 - 17:18 Por Lusa

<p>João Proença está preocupado com o aumento do desemprego</p>

João Proença está preocupado com o aumento do desemprego

 (Carlos Lopes/PÚBLICO (Arquivo))
O secretário-geral da UGT considerou hoje “imoral e pouco ético” que o Governo opte por aumentar os impostos, salientando que “não se pode pedir o sacrifício só a alguns” e continuar a “aumentar as desigualdades sociais”.

“É evidente que, se as medidas que estão previstas e aprovadas por Bruxelas não forem suficientes, terão que ser discutidas novas medidas, agora é para nós totalmente inaceitável que essas medidas sejam sempre aumentando as desigualdades sociais em Portugal”, afirmou João Proença, em declarações à Lusa.

O secretário-geral da UGT salientou também que “medidas orientadas para o aumento dos impostos indirectos, que se reflectem sobre o poder de compra dos trabalhadores, prejudicam as pessoas no seu nível de vida” e são “medidas cegas, socialmente inaceitáveis e que, na prática, contribuem para o aumento das desigualdades sociais”.

João Proença comentava as declarações desta madrugada do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que admitiu a possibilidade de aumentar os impostos se a medida for necessária para assegurar a consolidação orçamental e a confiança em Portugal nos mercados financeiros.

Na sua edição de hoje, o Diário Económico avança que uma das medidas em cima da mesa é o aumento do IVA e a criação de um imposto especial (transitório) sobre os salários que preveja, por exemplo, uma taxa sobre o subsídio de Natal.

“Vemos com preocupação o facto de o Governo português, muito pressionado pelas agências financeiras internacionais, eventualmente Bruxelas e também pelos partidos da oposição, estar a ser maximalista em termos de redução do défice, prejudicando claramente o crescimento do emprego e estando a contribuir para o aumento do desemprego”, sustentou João Proença.

Lamentando que “nunca se fale da necessidade de taxar os lucros não reinvestidos e de combater as remunerações milionárias dos altos quadros das empresas, mas apenas em medidas contra os trabalhadores”, Proença considerou “socialmente inaceitável” que se esteja “sempre a pedir os sacrifícios a alguns”.

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