UGT responsabiliza Governo, Parlamento e Cavaco por crise política 
24.03.2011 - 14:46 Por Raquel Martins
A central sindical rejeita a entrada em Portugal do FMI
(Rui Gaudêncio)A União Geral de Trabalhadores (UGT) defendeu hoje que todas as instituições democráticas têm responsabilidades pelo desencadear da crise em vésperas de um “importantíssimo” Conselho Europeu.
Numa resolução do secretariado nacional divulgada esta manhã, a UGT diz que “a responsabilidade pela crise política tem que ser atribuída à actuação das diferentes instituições democráticas: Assembleia da República, Governo e Presidente da República”.
A resolução aprovada por unanimidade realça ainda que a central sindical rejeita a entrada do Fundo Monetário Internacional em Portugal por trazer consigo “a desregulação laboral, o enfraquecimento do Estado Social e despedimento na Administração Pública”.
“Reafirmamos esta posição e condenamos claramente aqueles que, por acção ou omissão, favorecerem tal intervenção”, lê-se no comunicado da organização liderada por João Proença.
A UGT, que esta semana chegou a acordo com o Governo e com as quatro confederações patronais quanto a uma estratégia para a Competitividade e o Emprego, condena ainda “o comportamento irresponsável daqueles que agora põem em causa a validade” do acordo.


