A quebra no comércio acompanha a queda no consumo privado
(Nuno Oliveira/ arquivo)As vendas no retalho caíram 4,8 por cento homólogos em Novembro, agravando a queda de 1,2 por cento do mês precedente, segundo valores ajustados da sazonalidade e dos efeitos de sazonalidade divulgados hoje pelo INE.
Desde Abril que a variação homóloga das vendas no retalho é negativa, o que colocou a média dos últimos 12 meses em -0,1 por cento, na sequência de uma desaceleração que se verifica desde Maio, coincidente com o anúncio do segundo PEC pelo Governo. A queda deste mês é a maior desde Dezembro de 2008, quando a crise económica internacional estava no auge.
O valor homólogo de Novembro resulta de uma queda mensal de 4,1 por cento face a Outubro e é consistente com a quebra de confiança dos consumidores que tem vindo a ser revelada nos últimos meses pelos respectivos índices e com a queda homóloga de 0,4 por cento do consumo privado em Novembro, segundo os indicadores de conjuntura do Banco de Portugal.
A variação homóloga dos índices de emprego e de horas trabalhadas, ajustadas dos efeitos de calendário, situaram-se ambas em -0,1 por cento, enquanto a do índice de remunerações foi de -0,3 por cento.
Notícia actualizada às 12h36



