Metade das viagens deve-se a lazer, recreio e férias
(Foto: João Henriques)Além de cortarem nas deslocações, dentro de Portugal e ao estrangeiro, os turistas nacionais optam cada vez mais por alojamento gratuito, em casa de familiares e amigos.
No ano passado, os portugueses realizaram 15,4 milhões de viagens, dentro e fora do país, o que significou uma descida de 12,4 por cento face aos níveis atingidos em 2009 (17,5 milhões), revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística.
O território nacional representou 89,6 por cento das deslocações totais, o que está em linha com os resultados de 2009 – ano em que Portugal representou 89,5 por cento da procura dos portugueses.
Porém, no ano passado, registou-se um decréscimo de 12,3 por cento nas viagens internas, passando de 16 para 13,8 milhões. Uma tendência que foi ainda mais acentuada nos destinos internacionais, que apresentaram uma quebra de 13,6 por cento, fixando-se em 1,6 milhões de deslocações.
Do total de viagens realizadas em 2010, perto de 50 por cento ficou a dever-se a lazer, recreio e férias, seguindo-se a visita a familiares e amigos, que motivou cerca de seis milhões de deslocações (perto de 40 por cento). Já as questões profissionais representaram 7,5 por cento do total.
O meio de transporte mais utilizado foi o automóvel (81,9 por cento), dado o peso das viagens internas. Em segundo lugar, surge o transporte aéreo (8,5 por cento), que predominou nas deslocações ao estrangeiro. Os outros meios de transporte, que incluem, por exemplo, o marítimo e o ferroviário, pesaram apenas 9,6 por cento.
Em 2010, as deslocações de curta duração (menos de quatro noites) representaram 67,7 por cento do total. Já no ano passado a média alcançava 4,2 noites, essencialmente suportada pelas viagens mais prolongadas ao estrangeiro, que chegavam a 9,7 noites.
Dormidas gratuitas aumentam
Em termos de dormidas, o INE contabilizou um total de 68,1 milhões em 2010, o que significou uma redução de 13,6 por cento face ao ano anterior. O meio de alojamento mais utilizado foi o particular gratuito, abrangendo 65,2 por cento do total.
Comparando com os níveis registados em 2009, conclui-se que o recurso a casas de familiares e amigos aumentou significativamente, uma vez que, nesse ano, não ultrapassou 41,8 por cento das dormidas totais.
Já os hotéis e pensões representaram 20,7 por cento, em linha com os resultados do período homólogo, sendo mais escolhidos quando o motivo da viagem é profissional. O alojamento particular pago e outros alojamentos colectivos pesaram, respectivamente, 9,3 e 4,8 por cento, em 2010.
Dos portugueses que realizaram deslocações no ano passado, 50,3 por cento eram mulheres e 31,2 por cento tinham entre 45 e 64 anos, o escalão etário mais representativo. Em 2009, o sexo feminino também foi maioritário (51 por cento), mas os turistas mais predominantes tinham entre 25 e 44 anos.



