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PSI20

Défice

Vieira da Silva: actualização "não arrasta responsabilidade adicional"

23.04.2011 - 21:40 Por Lusa

O ministro da Economia, Vieira da Silva, afirmou este sábado que a revisão em alta do défice agora anunciada pelo INE, de 8,6 para 9,1 por cento, "não arrasta responsabilidade adicional futura" para as contas do país.

Comentando os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Vieira da Silva sublinhou que a "forma diferente de contabilizar" o défice não terá implicações negativas para o futuro do país, e apontou o dedo a quem fez "aproveitamento político" de forma "pouco séria e rigorosa" sobre o assunto, numa altura em que a ‘troika’ se encontra em Portugal a negociar a ajuda externa a disponibilizar ao país.
"Não há despesa oculta nas contas públicas portuguesas", declarou o governante, que falava aos jornalistas no Ministério da Economia, em Lisboa.
"Aconselhava [aos outros partidos] alguma moderação e um pouco mais de cuidado na análise desta alteração", recomendou o ministro socialista.
"Não se descobriu nada de novo. (...) Não se fizeram mais estradas, não se gastou mais dinheiro, não tivemos mais responsabilidades": há, ao invés, uma "nova forma de contabilizar" o défice, que "não arrasta responsabilidade adicional futura", diz Vieira da Silva.
O ministro com a tutela da Economia realçou ainda que estes novos números "não afectam a credibilidade" do país nas negociações com a ‘troika’: "o que fragilizaria a posição portuguesa era se não tivéssemos a disponibilidade para trabalhar em conjunto com as instituições europeias para que as normas (...) fossem aplicadas rapidamente", defendeu.
O que "pode fragilizar" a situação portuguesa, reforçou Vieira da Silva, é transformar estas alterações em factores que "valorizem uma suposta falta de credibilidade" das contas portuguesas.
A nova revisão do défice agora conhecida surge na sequência do pedido de ajuda externa recentemente apresentado por Portugal e da "necessidade de antecipar" o calendário definido pelo Eurostat "com o objectivo de compilar dados estáveis para 2010, que constituíssem o ponto de partida para as negociações" em curso.
"O INE e o Eurostat procederam a uma análise urgente daquelas questões, tendo sido todas elas clarificadas sem haver necessidade de se proceder a revisões com a excepção do tratamento a dar a contratos envolvendo parcerias públicas privadas (PPP)", diz o INE.
"Após análise detalhada de um elevado número de contratos de grande complexidade, concluiu-se que três deles (dois dos quais correspondendo a contratos renegociados de ex-SCUT) não têm a natureza de contratos PPP em que o investimento realizado é registado no activo do parceiro privado", prosseguiu o INE.
O Governo prevê para 2011 um défice de 4,6 por cento do PIB.

Notícia actualizada às 22h25

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Calma...

Perguntem a economistas, a quem sabe, o que significa isto. Nao se trata de "esqueletos no armario" ...

JCVilarinho

24.04.2011 12:10