PSI20
X

Mais em Economia (30 de 34 artigos)

Deputados do PS exigem soluções rápidas para aeroporto de Beja

Estimativa do Governo foi muito prudente, diz ministro

Vieira da Silva afasta necessidade de novas medidas de austeridade

29.11.2010 - 17:47 Por Lusa

 (Nuno Ferreira Santos)
O ministro da Economia, Vieira da Silva, disse hoje acreditar que não serão necessárias novas medidas de austeridade, porque o cenário de estimativas do Governo foi “muito” prudente.

“Acreditamos que o défice estimado para 2011 vai ser atingido com o conjunto de medidas que o Governo propôs e que a Assembleia da República aprovou e, desse ponto de vista, não creio que sejam necessárias medidas adicionais”, afirmou Vieira da Silva aos jornalistas.

O ministro afastou a necessidade de novas medidas de austeridade, argumentando que o Governo “não fez estimativas ilusórias” e apresentou “um cenário de estimativas muito prudente”.

Vieira da Silva comentava, em declarações aos jornalistas, a previsões da Comissão Europeia, hoje divulgadas, que estimam que Portugal cresça 1,3 por cento este ano e entre em recessão em 2011, com uma contracção de 1 por cento.

O Governo português estima que o ano de 2011 pode acabar com um ligeiro crescimento de 0,2 por cento.

O ministro afirmou que as previsões da Comissão Europeia “merecem todo o respeito” e sublinhou que “o valor das estimativas é sempre algo que não é tão certo como os dados que se conhecem na realidade”.

A este propósito, lembrou que, “há um ano, nas previsões de Outono, a Comissão Europeia calculava para Portugal um crescimento para este ano de 0,3 por cento e agora veio rever em alta e estima um crescimento de 1,3 por cento”.

Vieira da Silva disse que o Governo “leva em conta os riscos que existem sobre a economia portuguesa”, mas acredita que se todos trabalharem é possível “evitar uma queda tão significativa como a Comissão Europeia prevê”.

Quanto ao desemprego, a Comissão Europeia reviu em alta as previsões para 2011 e 2012, de 11,1 e 11,2 respectivamente, valores mais próximos das previsões da OCDE do que das do Governo.

Sobre esta matéria, o ministro disse que “o Governo admite que haja algum agravamento, mas tem razões para acreditar que não será tão duro quanto o que a Comissão Europeia prevê”.

  • 0 leitores
  • 4 comentários

Video

URL desta Notícia

http://publico.pt/1468688

Comentário + votado

E porque não te calas?

Já que vivemos numa espécie de Nigéria para brancos não podemos ao menos contar com alguma ...

Evil Donner

29.11.2010 17:56