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Bancos rejeitam acordo sobre dívida grega

Cimeira europeia

Bancos portugueses forçados a recapitalização de 4400 milhões superior ao previsto

26.10.2011 - 23:13 Por Pedro Crisóstomo

<p>Líderes da UE acordaram plano para a recapitalização da banca</p>

Líderes da UE acordaram plano para a recapitalização da banca

 (Yves Herman/Reuters)
Os quatro maiores bancos portugueses vão ter de reforçar capitais, até final de Junho de 2012, em 7804 milhões de euros, mais 4400 milhões do que estava inicialmente previsto. A medida decorre das decisões adoptadas esta quarta-feira à noite pelos líderes europeus na cimeira da União Europeia.

A estimativa é apresentada pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) e pelo Banco de Portugal, após os chefes de Estado e de Governo da UE terem fechado um acordo que pressupõe a condução de planos de recapitalização dos bancos, para estes colocarem os rácios de capitais nos 9% (o rácio Core Tier 1) e reflectirem a exposição à dívida soberana.

Ao todo, a EBA estima os bancos europeus precisem de se recapitalizar em 106,4 mil milhões de euros. Os espanhóis são os mais afectados por esta medida, já que, diz a EBA, vão precisar de 26 mil milhões de euros para atingirem os níveis exigidos.

Para os bancos portugueses isto vai implicar um reforço em 7,8 mil milhões de euros. Deste valor, explica o supervisor bancário, mais de metade (4400 milhões) resulta “da avaliação a preços de mercado das exposições a dívida soberana”.

A este último montante têm de se acrescentar ainda 3,4 mil milhões de euros que seriam sempre necessários para os bancos portugueses atingirem o objectivo fixado pela EBA de um rácio de Core Tier 1 de 9%, algo que já estava previsto pelos bancos. De acordo com o comunicado do Banco de Portugal, “o Programa de Assistência Financeira a Portugal inclui um fundo de apoio à capitalização dos bancos, no montante global de 12 mil milhões de euros”, caso não haja “soluções privadas de mercado”.

Acordo sobre dívida grega rejeitado pelos credores

Conhecidas as linhas gerais do acordo europeu para a recapitalização, a maratona de negociações em Bruxelas continuou apenas entre os líderes dos 17 países da zona euro. Mas as pontas soltas para finalizar um acordo global de resposta à crise da dívida continuaram por atar e mais tarde os credores financeiros da Grécia que negociavam com a UE um perdão parcial da dívida pública helénica anunciaram não ter chegado a acordo sobre a reestruturação da dívida grega.

O bloqueio das negociações fora noticiado durante a tarde, contrariando o que antecipara de manhã a chanceler alemã, Angela Merkel, dando conta de que um acordo estaria próximo a ser fechado para os credores anularem 50% da dívida helénica detida nos seus portefólios.

Apesar deste anúncio, os responsáveis europeus tinham avisado que nem tudo ficaria concluído na cimeira.

O plano sobre o efeito de multiplicação da actual capacidade de intervenção do FEEF nos resgates europeus de 440 mil milhões de euros só deve ficar concluído em Novembro. A expectativa em torno de se chegar a um acordo político alargado foi demonstrada pelo primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, após a primeira reunião dos líderes, mas logo o próprio admitiu que “alguns aspectos importantes” vão requerer mais tempo.

Quando os mercados financeiros acordarem esta quinta-feira, os investidores não estarão certamente fixados em outra coisa senão em medir o pulso à resposta dos líderes europeus na cimeira do euro.

A primeira reacção às negociações europeias observou-se, com nota positiva, na bolsa de Nova Iorque, onde os índices terminaram com ganhos à hora em que já era conhecido fumo branco entre os 27 sobre o plano de recapitalização da banca.

Mas o facto de, nessa altura, ainda não se saber que os credores havia rejeitado um acordo para o perdão da dívida grega deixa em aberto como reagirão os mercados à falta de resposta convincente dos líderes.

Isso mesmo foi sublinhado à agência Bloomberg por Peter Sorrentino, um gestor de fundos na Huntington Asset Advisors. “Nota-se um sentimento generalizado de que estamos próximos não do último capítulo [da crise europeia], mas do próximo capítulo” quanto à recapitalização dos bancos e à capacidade de travar o contágio da crise das dívidas.

Notícia actualizada às 01h18 de 27 de Outubro

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PLSD

Pq nunca se fala como forma de recapitalização da banca a alienação de património dos próprios ...

The Great Dictator

28.10.2011 11:53