O BES obteve um lucro de 510,5 milhões de euros em 2010, em queda ligeira face a 2009, o que traduz uma redução de 2,2 por cento face ao ano precedente, uma rendibilidade de capitais próprios de 8,6 por cento e um resultado por acção de 0,41 euros.
Sem as operações extraordinárias, o resultado seria de 421,4 milhões de euros, o que traduz uma queda de 8,8 por cento face aos 462,1 milhões de euros do exercício de 2009, segundo divulgou o banco num comunicado enviado à CMVM e publicado no seu sítio electrónico.
O banco vai propor aos accionistas pagar apenas 147 milhões de euros em dividendos, ou 12,6 cêntimos por acção, o que representa um rendimento de 4,38 por cento face à cotação das acções em 31 de Dezembro e 28,8 por cento do lucro obtido no ano (face a 31,3 por cento em 2009), e uma baixa de dez por cento face ao valor pago por acção no ano passado.
O presidente do banco, Ricardo Salgado, tinha já aliás dito que este ano pretendia distribuir dividendos, mas de forma “moderada”, indo assim ao encontro de uma recomendação do Banco de Portugal para que a banca retivesse dividendos para reforçar capital.
O banco fez diminuir o rácio de crédito sobre depósitos, de 192 por cento no final do ano passado para 165 por cento no final de 2010, o que classifica como “uma boa execução do programa de deleverage).
O BES sublinha ainda a “solidez do grupo”, traduzida através de rácios de capital que se traduzem por 7,9 por cento no Core Tier I e 8,8 por cento no Tier I, com o rácio total nos 11,3 por cento.
A dependência face ao financiamento pelo BCE reduziu-se no final do ano passado face ao final de 2009, de seis mil milhões de euros para 3900 milhões, ao mesmo tempo que os depósitos aumentaram 21 por cento. Em sentido inverso, o banco assinala que o aumento do risco soberano de Portugal se reflectiu na carteira de certificados de depósitos junto de clientes internacionais, o que levou a uma diminuição de 7,6 por cento dos recursos totais de clientes.
A área internacional contribuiu com 40 por cento para o resultado consolidado (48 por cento em termos correntes), cujos 510,5 milhões de euros ficaram ligeiramente acima dos 504 milhões previstos em média por um grupo de analistas consultados pela agência Reuters.
Título da notícia corrigido às 11h50



