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Remessas de emigrantes portugueses em Angola crescem 30%

19.09.2011 - 17:30 Por Pedro Crisóstomo

<p>Valor das remessas de imigrantes com destino aos PALOP só aumentaram para Angola e Moçambique</p>

Valor das remessas de imigrantes com destino aos PALOP só aumentaram para Angola e Moçambique

 (David Clifford/Arquivo)
O valor das remessas enviadas pelos portugueses a trabalhar em Angola continuou a subir em 2010, aumentando, num ano, 30,34%, para 134,9 milhões de euros.

A progressão, embora a um ritmo menor do que o crescimento verificado entre 2008 e 2009, impulsionou a subida do valor das remessas de emigrantes portugueses no conjunto dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) mais Timor-Leste.

Angola mantém-se no pelotão da frente dos PALOP com o maior valor de remessas enviadas para Portugal, distante de Cabo Verde, que, com 3,1 milhões de euros em remessas, surge em segundo lugar, de uma lista revelada hoje pelo Banco de Portugal num relatório sobre a evolução das economias nestes países.

Somando Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, as remessas de emigrantes totalizaram, de 2009 para 2010, 141,5 milhões de euros, mais 29,7% do que um ano antes.

O valor do dinheiro que entrou em Portugal vindo destes seis países é quase quatro vezes superior ao valor das remessas enviadas de Portugal para os PALOP e Timor-Leste, que desde 2008 está a cair e ficou, no ano passado, em 37,1 milhões de euros, menos 11,6% face a 2009. A maior queda registou-se entre os cabo-verdianos, que enviaram para o seu país de origem 12,9 milhões de euros, uma descida de 38,3%.

A subida das remessas dos emigrantes levou a que, pelo segundo ano consecutivo, Portugal conseguisse um salvo favorável nas transferências correntes com o conjunto destes países. A diferença é de 104,4 milhões de euros, um aumento de 53,7%.

Com Angola, o saldo positivo acontece, pelo menos, desde 2005, o último a que reportam os dados do supervisor bancário, o que nunca se verificou com nenhum dos restantes cinco países.

Em 2010, só no caso de Timor-Leste é que houve também um saldo positivo, embora comparativamente inferior – de 200 mil euros –, o que se explica com o valor residual das remessas de emigrantes e de imigrantes.

Quanto às remessas enviadas por imigrantes em Portugal, só se registou um crescimento no valor das com destino a Moçambique e Angola. Neste último caso, o aumento foi de 12,3 milhões de euros para 13,5 milhões (de 2009 para 2010), embora o crescimento não seja suficiente para ficar ao nível de 2005, antes da crise financeira, quando estava nos 13,7 milhões.

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Anónimo

20.09.2011 10:32